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ONU diz que Sudão do Sul está em ponto perigoso com aumento de assassinatos

ONU alerta que Sudão do Sul está em ponto perigoso com aumento de mortes em Jonglei e violações que ameaçam o acordo de paz

Volker Turk, United Nations High Commissioner for Human Rights, attends the Human Rights Council at the UN European headquarters in Geneva, Switzerland, September 8, 2025.
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  • O Alto Comissariado de Direitos Humanos disse que o Sudão do Sul está em um ponto perigoso, com o aumento de mortes ameaçando o acordo de paz.
  • Pelo menos 16 pessoas foram mortas em Jonglei em 21 de fevereiro, segundo Nyamar Ngundeng, ministro de informações do estado; o governo nega que soldados tenham visado civis, mas admite que civis podem ter ido abaixo do fogo cruzado.
  • O país vive tensão desde o acordo de paz de 2018 que encerrou uma guerra civil, e a situação se complica após a suspensão do vice-presidente Riek Machar no ano passado.
  • Em janeiro, foram registradas 189 mortes de civis, com um aumento de 45% nas violações de direitos humanos em relação ao mês anterior, segundo Volker Türk.
  • Países ocidentais, incluindo Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido, disseram estar horrorizados com relatos de massacre em Pankor, enquanto o governo sul-sudanês afirma que não houve homicídios deliberados de civis.

South Sudan está em um ponto “perigoso” conforme aumentam os ataques e mortes, dizem as الأمم Unidas. A afirmação foi feita após relatos de um massacre ligado a grupos associados ao exército. O alerta veio um dia depois de acusações de potências ocidentais sobre as ações de milícias.

Pelo menos 16 pessoas foram mortas por elementos das Forças de Defesa do Povo de South Sudan no estado leste de Jonglei, no dia 21 de fevereiro, segundo Nyamar Ngundeng, assessor de imprensa do governo. O governo nega que o exército tenha visado civis, mas admite que civis podem ter ficado em área de fogo cruzado.

O acordo de paz de 2018 encerrou um conflito civil de cinco anos, que deixou quase 400 mil mortos. Desde então, houve novos confrontos entre forças leais ao presidente Kiir e ao ex-vice-presidente Machar, que foi suspenso no ano passado.

Segundo a chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, houve 189 civiles mortos em janeiro, e um aumento de 45% de violações de direitos. A organização aponta violência crescente e incerteza política que ameaçam o acordo de paz.

Em Jonglei, a violência do último sábado elevou o temor sobre acesso a áreas como Jonglei e Equatória Oriental. Türk afirmou que a disciplina militar parece ter colapsado tanto entre governo quanto entre oposição. Os combates atingem também Upper Nile e estados vizinhos.

Em nota conjunta publicada na X, EUA, UE, Reino Unido e outras nações ocidentais expressaram repulsa diante de relatos de massacre deliberado em Pankor, Jonglei. O porta-voz do governo, Ateny Wek, afirmou que as Forças SSPD não visam civis, salvo se houver fogo cruzado.

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