- A União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para obter a vantagem do pioneirismo, segundo a Comissão Europeia.
- A aplicação provisória pode começar dois meses após a troca de notificações entre a UE e os membros do Mercosul, mesmo antes da aprovação final pelo Parlamento Europeu.
- A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o acordo, e Argentina e Uruguai já ratificaram, abrindo caminho para a aplicação provisória.
- A França, principal opositor dentro da UE, chamou a medida de “surpresa ruim”; o presidente Emmanuel Macron citou impactos sobre carne bovina, açúcar e aves.
- O acordo pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas para produtos da UE, mas ainda depende da aprovação final do Parlamento Europeu e de parlamentos nacionais.
A União Europeia vai aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para preservar a vantagem do pioneirismo, segundo a Comissão Europeia. A França chamou a decisão de surpresa ruim.
O fluxo de aplicação provisória pode começar dois meses após a troca de notificações com os membros do Mercosul. Normalmente o processo depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos governos da UE, o que pode atrasar a entrada total em até dois anos.
Avanço regulatório e reação
A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o acordo, que já foi ratificado pela Argentina e pelo Uruguai; resta apenas o Senado brasileiro para concluir o processo. O acordo pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre produtos da UE.
França tem sido oposição ferrenha, temendo aumento de importações de carne, açúcar e aves que prejudicariam produtores locais. A reação também envolve entidades do setor, como a Interbev, que pediu respeito ao debate democrático no Parlamento.
Defensores do acordo, entre eles Alemanha e Espanha, argumentam que o acordo ajuda a compensar perdas com tarifas norte-americanas e a reduzir a dependência de minerais essenciais da China. A União destaca ganhos potenciais significativos para o bloco.
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