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Após a morte de El Mencho, o poder do cartel persiste nos EUA

Morte de El Mencho não derruba redes do cartel nos EUA; atuação dos EUA no combate dentro do próprio território ganha urgência

People walk past a store and a car that were set on fire by members of organized crime, in the aftermath of a Mexican military operation in which Jalisco New Generation Cartel (CJNG) leader Nemesio Oseguera, known as "El Mencho," was killed, in Puerto Vallarta, Mexico, February 26, 2026. REUTERS/Daniel Becerril
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  • O traficante Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, foi morto em 22 de fevereiro durante operação das forças especiais mexicanas com apoio dos EUA.
  • Mesmo com a captura, redes do cartel Jalisco Nova Geração nos Estados Unidos permanecem ativas e são chave para financiamento, obtenção de armas e abastecimento de combustível.
  • Autoridades dos dois países indicam que o poder do cartel nos EUA é robusto e sustenta sua capacidade de suprir recursos e operações no México.
  • Repercutiu no México o apelo para que os EUA intensifiquem a luta contra o crime dentro de seu território, incluindo combate a lavagem de dinheiro, contrabando de combustível e armas.
  • Procuradores e especialistas ressaltam que, apesar da morte de El Mencho, a violência pode aumentar se não houver maior cooperação e endurecimento de ações de combate às redes transnacionais.

O governo mexicano informou que forças especiais eliminaram o líder do CJNG, Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, em um operação realizada em 22 de fevereiro. O ataque ocorreu no território mexicano, com apoio de autoridades dos EUA, e é considerado o maior golpe contra um cartel em pelo menos uma década. A resposta do cartel incluiu incêndios e bloqueios em várias cidades do país, sinalizando o alcance de suas redes.

Apesar do peso do golpe, autoridades mexicanas e norte-americanas afirmam que as operações do CJNG nos EUA continuam ativas, sustentando o poder e os lucros do grupo. Segundo fontes de segurança, a rede norte-americana fornece armas, combustível e serviços de lavagem de dinheiro que alimentam a organização.

O Mencho foi capturado após uma ação em uma cabana numa cidade montanhosa, onde aguardava visitas pessoais. Executivos de segurança destacam que a maior parte das armas apreendidas pelo governo mexicano desde 2024 são de origem norte-americana, incluindo armamentos de alta potência usados na resistência do cartel.

Redes nos EUA mantêm a dinamicidade do cartel

A atuação no território americano envolve compra de combustível, operações de contrabando e lavagem de dinheiro em diferentes setores. Especialistas destacam que o fluxo financeiro do CJNG passa por empresas de refinamento, traders, transportadoras e armazéns com participação de companhias legais e abertas.

Autoridades norte-americanas apontam que a continuidade dessas redes é essencial para a capacidade de combate do grupo, que também recorre a esquemas como comércio monetário ilícito, criptomoedas e estruturas de fachada para camuflar recursos. Estimativas indicam que ativos vinculados ao CJNG movimentam centenas de milhões de dólares nos EUA.

A discussão sobre coordenação entre Estados Unidos e México ganhou peso após a agressão ao líder do cartel. O governo mexicano afirmou que o combate ao tráfico de armas é prioridade e que há espaço para maior cooperação na interdição de fluxos ilícitos que cruzam a fronteira.

Contexto político e devolução de responsabilidades

Representantes das autoridades americanas destacaram esforços de repressão a redes criminosas, com foco em investigações, responsabilização de intermediários e ações contra o tráfico transnacional. Por outro lado, críticos apontam que, embora haja ações, a estratégia interna norte-americana merece maior foco no desmantelo de redes de financiamento.

Paralelamente, políticos mexicanos ressaltam a importância de pressões externas para intensificar a repressão ao crime organizado dentro do território dos EUA, citando a necessidade de reduzir o fluxo de armas, dinheiro e combustíveis que alimentam as cartéis.

Relatos de autoridades consultadas pela reportagem indicam que o assassinato de El Mencho não desestabilizou as operações centrais do CJNG nos EUA, que dependem de uma rede integrada de empresas e indivíduos nos dois países.

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