- Um grupo de cubanos exilados pretendia infiltrar-se em Cuba por uma lancha rápida, com treze rifles, onze pistolas e doze mil oitocentos e quarenta e seis cartuchos, segundo autoridades cubanas.
- Dez cubanos vindos dos Estados Unidos entraram em águas cubanas, atiraram contra uma embarcação da guarda fronteiriça e foram revidados; quatro morreram e seis ficaram feridos, todos detidos.
- Autoridades exibiram, em programa de televisão, os armamentos apreendidos, incluindo caixas com parte dos doze mil oitocentos e quarenta e seis cartuchos.
- A troca de tiros ocorreu a cerca de vinte metros de distância; o capitão cubano, atingido no abdômen, manteve o leme e conduziu a embarcação em direção ao aggressor.
- Os detidos respondem por agressão armada, entrada ilegal no território e outros crimes ligados a atos terroristas; penas podem chegar a até trinta anos, podendo haver pena de morte para os crimes mais graves.
Cuba afirma que o grupo que tentou infiltrar-se no país a partir de uma speedboat carregava quase 13 mil munições, 13 fuzis e 11 pistolas. A declaração foi feita nesta sexta-feira por autoridades cubanas, que detalharam os fatos ocorridos na quarta-feira no mar.
Segundo o governo de Havana, 10 cubanos vindos dos Estados Unidos entraram nas águas cubanas e iniciaram o tiroteio contra uma embarcação da guarda fronteiriça. As forças cubanas responderam, resultando na morte de quatro infiltrados e em seis feridos, todos detidos.
Para esclarecer dúvidas sobre a versão oficial, oficiais do Ministério do Interior exibiram o material apreendido em um programa televisivo. Entre os itens mostrados constavam caixotes com parte das 12.846 munições recuperadas, além de imagens das embarcações atingidas a cerca de 20 metros de distância.
Armas apreendidas e trajetória
As autoridades exibiram ainda fotos dos barcos usados na operação, com diversos impactos de bala. A ação teria ocorrido perto de um cay na costa norte da ilha, a cerca de 160 quilômetros de Marathon, no extremo sul da Flórida.
De acordo com a versão cubana, os infiltradores partiram de Marathon, nos Florida Keys, em duas embarcações. Uma teria ficado para trás por problemas técnicos, e as duas teriam se unido em uma_speedboat_ única, que seria apresentada como furtada em Florida por uma autoridade dos EUA.
A Guarda de Cuba disse ter recuperado drones, rádios, facas, uma fonte de energia portátil e ferramentas, além de emblemas de grupos oposicionistas, como o Movimento de 30 de Novembro e a defesa popular, usados para descrever o objetivo de desestabilizar o país.
Contexto e resposta
A troca de tiros ocorreu em um momento tenso nas relações entre EUA e Cuba, com Washington pressionando Havana por meio de medidas econômicas após a saída de Nicolás Maduro, aliado histórico de Cuba, do poder, ocorrido no início do mês.
Autoridades cubanas classificaram a reação como proporcional, enfatizando que o combate foi defensivo e que o uso de armas ocorreu em resposta a ações de infiltração e ataque a unidades militares.
Envolvidos e desdobramentos legais
Os infiltrados cubanos, apontados como exilados, teriam ingressado com a intenção de gerar tumulto e atacar unidades militares. Gabinetes de imprensa cubanos informaram que os nacionais capturados recebem tratamento médico e responderão por crimes que vão desde agressão armada até entrada ilegal no território.
Procuradores cubanos indicaram que as acusações incluem crimes ligados a atos terroristas e tráfico de armas, com penas que podem variar de 10 a 15 anos para as ofensas menores a 20 a 30 anos, ou até a pena de morte, nos casos mais graves.
Reação internacional
O governo dos EUA reiterou ceticismo em relação à versão cubana. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o país fará uma apuração independente e ressaltou que não houve participação de funcionários americanos.
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