- O Conselho de Segurança realizou reunião de emergência em Nova York, com os EUA defendendo ataques contra o Irã como medida legítima para impedir possível arma nuclear.
- França e Reino Unido condenaram as retaliações iranianas a alvos ocidentais, mas não criticaram explicitamente os ataques dos EUA e de Israel.
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a ofensiva contra o Irã é um fracasso da diplomacia e alertou para o risco de escalada e consequências para civis.
- Rússia e China condenaram a ofensiva conjunta dos EUA e de Israel, pedindo cessar imediato das hostilidades, enquanto tiveram postura menos crítica às ações iranianas posteriores.
- O bombardeio à escola de Minab suscitou preocupação internacional sobre danos civis; autoridades israelenses e diplomatas trocaram provocações durante a sessão.
O Conselho de Segurança da ONU discutiu a ofensiva liderada pelos EUA, com apoio de Israel, contra a República Islâmica do Irã. A sessão de emergência ocorreu nesta tarde, em Nova York, e teve como pauta principal a resposta internacional ao conflito. Washington justificou as ações como medidas de segurança global, citando ameaça nuclear.
França e Reino Unido condenaram as represálias de Teerã contra alvos ocidentais, sem criticar diretamente os ataques norte-americanos e israelenses. O tom foi de cautela diplomática, evitando desqualificar as ações de ambos os lados de forma explícita.
O secretário-geral António Guterres pediu que a comunidade internacional busque soluções políticas e alertou para riscos de escalada. O texto divulgado pelo órgão enfatizou a necessidade de contenção e de retomar negociações com base no direito internacional.
O representante russo pediu o imediato cessar das hostilidades e reforçou a necessidade de uma solução política baseada no equilíbrio de interesses. China e Rússia condenaram a ofensiva contra Irã, ao passo que criticaram as ações subsequentes de Teerã.
Israel, por sua vez, denunciou o que chamou de hipocrisia da ONU e acusou a organização de tratar a crise de forma desigual. O embaixador israelense acusou a diplomacia internacional de seletividade e reiterou que as ações visam a sobrevivência de seu país.
A sessão também abordou danos civis e informou sobre ataques em áreas urbanas. As informações sobre vítimas continuam sendo verificadas, com especialistas destacando dificuldades de apuração em meio ao conflito.
Bombardeio e respostas
Antes de terminar a reunião, o bombardeio a uma escola em Minab foi citado como exemplo de danos civis. Comentários indicaram perplexidade entre alguns membros sobre a rapidez com que as informações são compiladas.
O representante iraniano afirmou que todas as bases de forças hostis seriam alvo de retaliação caso a agressão continuity. Já o enviado dos EUA defendeu a legitimidade das ações, afirmando que o objetivo é impedir o Irã de obter armas nucleares.
O encontro refletiu forte polarização entre os membros permanentes do Conselho. Observadores destacaram que a reunião evidenciou divisão sobre mediação e sobre condutas de cada parte envolvida no conflito.
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