- Vídeos mostram iranianos em Teerã celebrando ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, com cenas de dança nas ruas e pessoas gritando “eu amo Trump”.
- A veracidade das imagens é questionada: o Iran International English divulgou os registros, mas o The Jerusalem Post não confirmou de forma independente.
- Logo após, houve apagão de internet no Irã, com conectividade caindo para cerca de 4% da capacidade normal; a Guarda Revolucionária Islâmica mobilizou a milícia Basij para patrulhar as ruas.
- O contexto é de fragilidade interna, com protestos em dezembro pela desvalorização do rial e crise econômica, que resultaram em mortes e detenções em massa.
- Especialistas comentaram sobre uso de conflitos externos pelo regime para galvanizar o apoio, e o pastor Franklin Graham pediu orações pela libertação do povo iraniano e pelos militares envolvidos.
A manhã de sábado 28, vídeos mostram iranianos em Teerã celebrando bombardeios de Israel e dos EUA contra alvos militares e governamentais do Irã. As imagens foram divulgadas pela diáspora e surgiram antes de um apagão de internet no país.
Entre os registros, há cenas de jovens festejando e, em outra filmagem, pessoas dançando em via pública. Fontes apontam que as imagens circulam pela Iran International English, embora a veracidade não tenha sido verificada de forma independente pela The Jerusalem Post.
Além disso, imagens de estudantes pró-regime em torno da Universidade de Teerã também chegaram às redes, com pouca clareza sobre o momento exato das gravações. A Iran International publicou as gravações, enquanto Mehrnews e Rudaw English também divulgaram material relacionado.
Blackout dificulta a conectividade no Irã, com a NetBlocks apontando queda acentuada para apenas 4% da capacidade normal. A Guarda Revolucionária Islâmica enviou a Basij para reforçar a vigilância nas ruas de Teerã.
O episódio ocorre em contexto de fragmentação interna, com protests em dezembro por desvalorização do rial e crise econômica. Autoridades responderam com repressão violenta, resultando em mortes e detenções.
Relatos médicos indicam casos de agressões a manifestantes feridos em hospitais, enquanto profissionais de saúde teriam sido perseguidos por atendê-los. A situação reforça o clima de tensão entre governo e população.
Especialistas indicam que conflitos externos são, por vezes, usados para mobilizar o nacionalismo no Irã. Embora haja sinais de descontentamento, não há confirmação de um movimento organizado capaz de substituir o governo.
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