- O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu aos 86 anos após ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra Teerã no fim de semana.
- A confirmação foi divulgada pela mídia estatal iraniana na madrugada de domingo.
- A morte encerra um capítulo importante da história do Irã e deve abrir um período de luto nacional e incertezas sobre a sucessão.
- O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que a morte é “justiça” para o povo iraniano e para outros países.
- Khamenei comandou o país desde 1989, manteve posição de confronto com o Ocidente e ampliou a influência regional do Irã por meio da Guarda Revolucionária e de seus aliados.
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu aos 86 anos após ataques aéreos atribuídos aos EUA e a Israel, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump. A confirmação veio pela imprensa estatal iraniana na madrugada de domingo.
Khamenei comandou a República Islâmica por mais de três décadas, mantendo o poder com mão firme e uma postura de resistência a Ocidente. A death dele abre incertezas sobre a linha de liderança e o futuro político do Irã.
A morte ocorre em meio a tensões regionais e a um histórico de repressão a protestos internos. O regime iraniano já enfrentava manifestações desde 2022, com resposta violenta das forças de segurança em 2025.
Contexto regional
A atuação de Khamenei expandiu a influência do Irã no Oriente Médio, via a Guarda Revolucionária e milícias aliadas. A liderança consolidou alianças em Iraque, Síria, Líbano, Iêmen e Gaza, intensificando rivalidade com Israel e com potências ocidentais.
Durante seu governo, o Irã desenvolveu um programa nuclear sob vigilância internacional, com impactos nas negociações e nas sanções. A retirada dos EUA do acordo nuclear, em 2018, aumentou o ceticismo de Teerã em relação a Washington.
A guarda revolucionária manteve papel central na política externa iraniana e na dissuasão regional. As mudanças na liderança podem acelerar ajustes na posição do Irã diante de pressões externas e do equilíbrio de forças no Oriente Médio.
Com a oficialização da morte, o Irã pode decretar luto nacional. Não foram anunciados detalhes sobre a possível sucessão ou a nova estrutura de comando do país. O andamento ficará acompanhado de perto por governos e mercados.
A reportagem de Bloomberg, com colaboração de Mike Cohen, atualiza o quadro de informações após a confirmação estatal iraniana. A veracidade de alguns elementos depende de futuras confirmações oficiais.
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