- Macron alertou, neste sábado, que a escalada entre EUA e Israel com o Irã tem graves consequências para a paz e a segurança internacional e convocou o conselho de defesa e de segurança nacional.
- A França afirma não ter sido avisada nem estar envolvida nos ataques, e prioriza a segurança de cidadãos, instalações militares e diplomáticas.
- o presidente pediu a retomada do trabalho diplomático e que o Irã negocie de boa-fé para encerrar seus programas nuclear e balístico e suas ações desestabilizadoras.
- Macron manteve contatos com líderes da região, do Reino Unido e da Alemanha; em comunicado conjunto, eles reiteraram não participação nos ataques e defenderam estabilidade regional e proteção de vidas civis.
- Paris acionou forças de segurança para detectar possíveis riscos de ordem pública e reforçou a proteção de representações francesas no exterior.
Emmanuel Macron avisou neste sábado que a escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã pode impactar a paz e a segurança internacional. O presidente convocou um conselho de defesa e segurança nacional no Palácio do Eliseu para avaliar o episódio, ainda sem precedentes na região. Ele ressaltou que a França não foi avisada nem está envolvida nos ataques, e que a prioridade é a segurança de cidadãos e instalações francesas.
A França quer retomar a via diplomática para evitar uma ampliação do conflito. Macron manteve contatos constantes com países da região e falou com líderes de Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Jordânia e Curdistão, segundo o Palácio do Eliseu. Em tom firme, defendeu que a crise nuclear iraniana não pode ser resolvida por ataques.
Diálogo e coordenação internacional
O presidente reforçou que o regime iraniano precisa entender que deve iniciar negociações de boa fé para encerrar programas nuclear e balístico e ações desestabilizadoras. O governo francês destacou que está disponível para oferecer meios de proteção a parceiros próximos, caso haja solicitação.
Macron também conversou com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e com o chanceler alemão Friedrich Merz. Em comunicado conjunto, os três líderes afirmaram não ter participação nos ataques e reiteraram o compromisso com a estabilidade regional e a proteção de vidas civis.
Medidas internas e diplomáticas
Paralelamente, Paris elevou a vigilância das forças de segurança a pedido do ministro do Interior, Laurent Nuñez. O objetivo é conter riscos de violência pública e monitorar eventuais manifestações. O ministério também pediu reforço da proteção a representantes diplomáticos franceses no exterior, especialmente em países da região.
O governo francês enfatizou que o povo iraniano merece construir seu futuro, desde que o regime abra mão de ações que desestabilizam a região. A fala de Macron pela manhã, em rede social, reiterou a busca por solução pacífica e pela retomada de negociações para questões nucleares e de segurança regional.
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