- EUA e Israel fizeram, neste sábado, um ataque coordenado de grande escala contra o Irã, abrindo um novo capítulo de tensão no Oriente Médio.
- Logo depois, o Irã teria iniciado lançamentos de mísseis contra Israel, com uma segunda onda de ataques e interceptações pelas forças israelenses.
- Em junho de 2025, após doze dias de conflito, houve um cessar-fogo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pouco depois de ele ter intercedido em favor de Tel Aviv.
- O chefe de governo de Israel afirmou que as metas do programa nuclear e do arsenal de mísseis iranianos teriam sido atingidas, mas nos Estados Unidos houve dúvidas sobre danos ao programa iraniano.
- A tensão entre Washington e Teerã persiste, integrada a um histórico de relações que envolve golpes, revoluções e conflitos desde a década de quarenta, com episódios significativos na crise do Irã, no domínio do petróleo e nas guerras regionais.
O ataque coordenado de Estados Unidos e Israel contra o Irã ocorreu neste sábado, 28, marcando o início de um novo capítulo de tensões no Oriente Médio. A ação foi descrita como de grande escala e ocorreu em meio a declarações de que Teerã lançaria mísseis contra Israel, seguidas de intervenções para interceptação das ameaças.
Pouco depois do ataque, autoridades israelenses informaram que o Irã começou a disparar mísseis contra território israelense, com uma segunda onda de ataques logo em seguida. Técnicos de defesa afirmaram estar identificando e neutralizando novas ameaças.
Em meio ao conflito, o governo americano já havia intercedido previamente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi citado como tendo atuado para pressionar Tel Aviv e autorizar bombardeios a instalações nucleares no Irã, levando a um cessar-fogo cerca de 48 horas após a intervenção.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a missão de eliminar as ameaças nucleares e de mísseis iranianas foi cumprida, segundo relatos da época. A avaliação sobre danos ao programa nuclear iraniano, no entanto, permaneceu incerta entre analistas e autoridades.
A tensão entre Washington e Teerã, já elevada nos últimos anos, ganhou novo impulso com o ataque recente. A relação entre os dois países vem sendo marcada por desentendimentos, sanções e ações militares ao longo de décadas, com períodos de aproximação e ruptura.
Antes de 1951, o Irã foi alvo de influências externas, especialmente do Reino Unido e da União Soviética, em contextos ligados à geopolítica da região. A ocupação de 1941 levou à mudança de governo sob pressão externa, abrindo caminho para disputas subsequentes.
Entre 1951 e 1953, ocorreu um golpe liderado com apoio de EUA e Reino Unido, que derrubou o governo democraticamente eleito de Mossadegh, após a nacionalização do petróleo. A intervenção foi associada a mudanças de poder no Irã e tensões subsequentes com os aliados ocidentais.
Entre 1953 e 1979, o Irã viveu a Revolução Branca e um período de maior cooperação com os Estados Unidos, com desenvolvimento econômico e programa nuclear civil apoiados por Washington, ainda que sob pressão internacional.
Desde 1979, a Revolução Islâmica redefiniu as relações com o Ocidente. A tomada da embaixada dos EUA em Teerã levou ao rompimento de relações diplomáticas. O Irã passou a enfrentar sanções e conflitos regionais, incluindo a guerra com o Iraque que durou até 1988.
Entre 1998 e 2001, houve avanços relativos de diálogo entre as partes, com variações de postura após 11 de setembro de 2001. A cooperação contra grupos extremistas ganhou espaço, mas não consolidou uma reconciliação duradoura.
De 2002 a 2005, o discurso político amplificou o confronto, com o Irã sendo apontado como parte do que chamou de Eixo do Mal. O contexto pós-Saddam Hussein ampliou a disputa pela influência no Oriente Médio.
Entre 2005 e 2025, o tema nuclear permaneceu central. Em 2015, um acordo internacional envolveu o Irã para supervisão da energia nuclear em troca de alívio de sanções. Em 2018, esse acordo foi abandonado pelos EUA, elevando tensões. Em 2020, o Irã também se desligou do tratado após ações norte-americanas no Iraque.
A escalada de 2023 a 2025 ficou marcada por ataques na região. O ataque israelense a instalações nucleares iranianas em junho de 2025 intensificou o confronto, acrescentando uma camada de complexidade aos esforços diplomáticos e às alianças regionais.
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