- Confrontos entre manifestantes pró-iranianos e forças de segurança em Karachi deixaram pelo menos 21 mortos e cerca de 50 feridos; o grupo tentou invadir o consulado dos EUA.
- Vândalos também atacaram escritórios da ONU e de órgãos do governo; ONU informou que, apesar dos ataques, ninguém do seu pessoal ficou ferido.
- A polícia dispersou os protestos com autoridades dizendo que a situação foi controlada; houve incêndios em postos de polícia durante as ações.
- A Embaixada dos EUA em Islamabad acompanha as informações sobre protestos em Karachi e Lahore, e sobre possíveis manifestações em Islamabad e Peshawar; recomenda cautela aos cidadãos americanos.
- O ministro do Interior pediu calma e disse que manifestações de luto devem permanecer pacíficas; o primeiro ministro do Paquistão expressou condolências a Irã e preocupação com violações do direito internacional.
Um confronto violento entre manifestantes pró-iranianos e forças de segurança em Karachi, no sul do Paquistão, deixou pelo menos 21 mortos neste domingo. Os protestos tiveram início após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, Ali Jamenei, e se intensificaram com ataques a consulados e órgãos do governo.
Segundo a polícia e equipes médicas, cerca de 50 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. Os manifestantes chegaram a tentar invadir o consulado dos Estados Unidos na cidade e atacaram escritórios da Organização das Nações Unidas e de agências de monitoramento. Em Islamabad, confrontos envolvendo manifestantes e a polícia também foram registrados.
As autoridades paquistanesas afirmaram ter contido os incidentes após a dispersão com gás lacrimogênio e mobilização de unidades especiais. O governo paquistanês informou que a situação esteve sob controle ao final do dia e pediu calma à população, destacando que a violência não pode justificar ações extralegais.
Desdobramentos regionais
A informação oficial indica que milhares de manifestantes chiitas, parcela relevante da comunidade no Irã, participaram dos protestos no Paquistão. Funcionários disseram que houve entradas de fogo em comissarias, mas que nenhum membro do pessoal da ONU ou de organizações parceiras ficou ferido.
O governo paquistanês tem reiterado que atividades diplomáticas devem seguir normas internacionais e que ataques a representações estrangeiras não serão tolerados. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif manifestou pesar pela morte de Jamenei e expressou solidariedade à população iraniana.
A ofensiva recente entre EUA, Israel e Irã é citada como parte do contexto que impulsionou as manifestações na região. Autoridades iranianas responderam com ações militares contra alvos dos EUA no Golfo, elevando a tensão regional.
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