- Israel realizou nova rodada de ataques a alvos iranianos, mirando sistemas de defesa e de mísseis balísticos, após a morte do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei em ataques EUA-Israel.
- Horas antes, EUA e Israel afirmaram ter atingido o líder iraniano; a morte foi confirmada pela imprensa estatal iraniana; Teerã promete a maior ofensiva já contra bases dos EUA e de Israel.
- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu cessar imediato das hostilidades.
- O Irã voltou a ameaçar o Estreito de Hormuz, citando possível fechamento; o órgão militar iraniano disse que reprisaria com a ofensiva mais ampla contra bases estrangeiras.
- As negociações foram consideradas fracassadas, com o Irã mantendo o enriquecimento de urânio; Rússia e China criticaram os ataques durante reunião do Conselho de Segurança.
Israel e EUA lançaram nova rodada de ataques contra alvos iranianos neste domingo, em resposta à morte do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, informaram autoridades e veículos oficiais. Os bombardeios ocorreram após anunciar que o ataque anterior matou o líder iraniano, conforme a versão oficial do governo dos Estados Unidos.
Segundo a defesa israelense, as ações deste domingo visaram sistemas de mísseis balísticos e de defesa aérea do Irã. Relatos iranianos apontaram explosões em Teerã nas primeiras horas da manhã, com confirmação de danos por parte da imprensa estatal.
Horas antes, o Irã havia lançado centenas de missiles e drones em retaliação aos ataques, mirando tropas americanas e cidades em Israel e em países árabes aliados. A ofensiva provocou cancelamentos de voos na região.
O Pentágono informou não haver mortes ou feridos entre norte-americanos. Entidades de inteligência destacaram que a principal ameaça é a pessoal militar no Oriente Médio, com risco adicional de ataques cibernéticos.
Dubai divulgou danos no aeroporto internacional e no hotel Burj Al Arab, com quatro feridos. Em Abu Dhabi, a própria rede de aeroportos confirmou uma fatalidade e sete feridos em um incidente no Zayed International Airport, posteriormente removido.
Teerã ameaçou fechar o Estreito de Hormuz, elevando a possibilidade de alta nos preços globais de petróleo. O Exército iraniano prometeu nova retaliação de maior expansão contra bases americanas e de Israel.
Na Organização das Nações Unidas, o embaixador do Irã à ONU afirmou que civis foram mortos e feridos, defendendo que as ações iranianas são legítima defesa e visam alvos de forças hostis. O secretário-geral Antonio Guterres pediu cessar imediato das hostilidades.
Observadores destacam que a morte de Khamenei e de demais líderes iranianos representaria um golpe significativo, mas não encerra automaticamente o poder clerical nem a influência da Guarda Revolucionária.
Antes das ações, o Irã e potências ocidentais já vinham em negociações tensas sobre enriquecimento de urânio, com diplomatas dizendo que Teerã não aceitava abrir mão de sua capacidade de enriquecer, sob o pretexto de uso energético.
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