- El Menchito, filho do líder do CJNG, participou do derrubamento de um helicóptero militar em dois mil quinze, entregando uma bazuca a um sicário e ajudando a evitar a captura do pai.
- Ele foi condenado à cadeia perpétua nos Estados Unidos; testemunhos de colegas de cela descrevem uma transformação mais violenta após o episódio e a percepção de ser o segundo no comando.
- Testemunhos de “El Indio” e outros indicam que El Mencho era muito protetor com o filho e que o Menchito teve papel central na expansão do cartel, incluindo a entrada no negócio do fentanilo em dois mil treze.
- Documentos judiciais revelam interceptações que mostram o Menchito buscando costais para transportar precursores de fentanilo e ordenando atividades ligadas à produção de opioide sintético.
- O CJNG aparece enfraquecido, com o Menchito na prisão e o Mencho morto, gerando relatos variados sobre a vida do líder e o perfil do herdeiro.
Rubén Oseguera, conhecido como El Menchito, é descrito por ex-colaboradores do CJNG em documentos judiciais dos EUA como filho próximo de Nemesio Oseguera, o Mencho, e como parte central do cartel desde jovens. As informações aparecem em relatos apresentados durante o julgamento que levou El Menchito à condenação à pena máxima, e que ele recorreu recentemente.
Segundo os relatos, o Menchito teve papel crucial em eventos que, segundo o governo americano, consolidaram a liderança de seu pai. Em 2015, durante uma operação para capturar o Mencho, uma tropa foi atingida por fogo de bazuca, derrubando um helicóptero militar e resultando na morte de nove militares. O Menchito supostamente entregou a bazuca a um sicário que acompanhava o grupo.
A testemunha conhecida como El Pelón descreveu em detalhes como o Menchito participou ativamente do episódio, exibindo orgulho pela participação na ação. O relato foi usado pelos fiscais para sustentar a ideia de que o herdeiro reforçou a lealdade entre pai e filho e ampliou a influência dentro do CJNG.
Desdobramentos no processo
As declarações do Pelón constataram mudanças de comportamento do Menchito após o ataque ao helicóptero. Em depoimentos, ele passou a ser visto como mais violento e agressivo, embora tenha dito aos investigadores que o episódio também reforçou a percepção de que era o segundo no comando, sob a liderança do pai.
O julgamento do Menchito incluiu provas de que o cartel iniciou o negócio de fentanilo em 2013, com participação direta do herdeiro. Documentos interceptados mostraram negociações e planos para escalar a produção do opioide sintético, incluindo a contratação de terceiros para produção de precursores.
Aspectos da estrutura do CJNG
Relatos de outros testemunhos indicam que o próprio Mencho influenciava fortemente as decisões estratégicas do cartel. A ausência de muitos registros públicos sobre a figura de El Mencho contrastava com a riqueza de informações obtidas por meio de interceptações telefônicas e depoimentos de ex-colaboradores.
Entre as testemunhas, Herminio Ancira, o Indio, relatou encontros com o Menchito desde 2009, descrevendo a evolução do papel do jovem dentro da organização e a criação de apelidos como El Rojo, El Señor de la Perla e outros usados em registros internos.
Papel do Menchito no fentanilo
Segundo documentos judiciais, o Menchito impulsionou a entrada do CJNG no comércio de fentanilo, defendendo a ideia de transformar o cartel em uma “nova geração” de facções criminosas. Interceptações e mensagens indicaram a busca por fornecedores, trajetos de importação e controle de operações ligadas aos precursores do fentanilo.
Os registros de operações também apontam que o jovem ordenou assassinatos e manteve listas de vítimas, com instruções sobre execução e registro de ações, segundo relatos apresentados em tribunais norte-americanos.
Situação atual e contexto
A visão consolidada nos autos é de que o CJNG enfrentou um desgaste por conta da prisão do Menchito e da morte do Mencho, o que impactou a liderança da organização. Fontes próximas ao caso mencionam lacunas de informações públicas sobre o cartel e discutem retratos conflitantes da figura de El Mencho.
Documentos revelam ainda que o Menchito mantinha forte laço com a mãe, Rosalía González Valencia, e com o pai, mantendo rotina de contato próximo mesmo com a distância imposta pela detenção. Esses entram as narrativas processuais ajudam a compreender a dinâmica familiar e criminal na liderança da organização.
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