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Americanos no Irã enfrentam risco com ataques EUA-Israel em alta, alertam

Pelo menos seis cidadãos americanos ou residentes permanentes estão detidos no Irã; milhares de nacionais duais podem virar moeda de troca na escalada entre EUA e Israel

People drive near a banner of Iran's late Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei on a street, after he was killed in Israeli and U.S. strikes on Saturday, in Tehran, Iran, March 2, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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  • O Irã detém pelo menos seis cidadãos dos EUA ou residentes permanentes, segundo defensores de detidos, em meio a temores de uso como moeda de troca.
  • Estima-se que milhares de nacionais duais EUA-Irã ainda estejam no Irã, alguns com vínculos familiares no país.
  • Pelo menos três detidos estão no presídio Evin, conhecido por prender prisioneiros políticos e estrangeiros.
  • Entre os detidos estão Shahab Dalili (green card), Reza Valizadeh (dual, preso em 2024), e Kamran Hekmati (70 anos, judeu-iraniano), todos com acusações ligadas a cooperação ou espionagem.
  • Os relatos surgem após ataques entre EUA/Israel e Irã, que aumentam o risco para americanos no país; o Irã não reconhece dupla cidadania.

Os Estados Unidos informaram que pelo menos seis cidadãos norte-americanos ou residentes permanentes estão detidos no Irã, segundo defensores de presos. A informação surge em meio a ataques entre EUA e Israel contra o Irã, que aumentaram a apreensão sobre o destino de cidadãos norte-americanos no país. A ameaça de uso como moeda de barganha também é ressaltada por especialistas.

Destaque-se que existe um grupo possivelmente maior de pessoas com dupla cidadania EUA-Irã ou portadoras degreen card que continuam no Irã, mesmo com avisos de viagem do governo dos EUA. As autoridades afirmam não ter números precisos sobre a quantidade de americanos no país.

Além disso, a violência recente, com ataques mútuos entre Estados Unidos e Israel, elevou a percepção de que Tehran pode adotar novas formas de retaliação que afetam estrangeiros. Analistas apontam que a situação coloca esses detidos em condição de maior vulnerabilidade.

Detidos em Evin

Entre os detidos, há cidadãos que estariam em Evin, a prisão conhecida por abrigar prisioneiros políticos e estrangeiros. O acesso a informações sobre identidades ainda não é total. Três casos não são públicos, segundo fontes da defesa.

Entre os nomes citados, está um homem de origem iraniana com passaporte verde que foi preso em 2016 ao sair do aeroporto após o funeral do pai. Ele foi condenado a 10 anos de prisão por suposta cooperação com governo estrangeiro. A família dele está representada pela Foley Foundation.

Outro detido é um jornalista iraniano-americano, também com dupla cidadania, que retornou ao Irã em 2024 para visitar os pais. Ele cumpre longa pena sob acusações de colaboração com governo hostil. A defesa aponta que a prisão tem componentes de retaliação.

Um terceiro investigado é um empresário judeu-iraniano, proprietário de uma joalheria, preso no ano passado. A acusação envolve viagem a Israel, porém a documentação apresentava visita anterior ao país, com divergências em relação ao tempo. O caso também envolve alegação de espionagem.

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