- O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou início de operações conjuntas contra o narcotráfico com os Estados Unidos e aliados da região, começando neste mês.
- A ofensiva marca o fortalecimento da aliança de segurança entre Equador e EUA desde 2023, mas não detalha se haverá envio de efetivos americanos ao território equatoriano.
- O anúncio vem após a prisão ou neutralização de líderes criminosos na região, incluindo a morte de El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación, no México, aliado da máfia equatoriana.
- O Equador controla cerca de setenta por cento da droga que parte de Colômbia e Peru, o que alimenta violência e uma alta taxa de crimes no país.
- De 15 a 30 de março será decretado toque de recolher noturno em quatro províncias mais afetadas pela violência: Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro, informou o governo.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou nesta segunda-feira, 2, o início de operações conjuntas contra o narcotráfico com os Estados Unidos e aliados da região. A ofensiva foi descrita como uma nova fase da política de enfrentamento ao crime organizada pelo governo.
Noboa destacou, em publicação na rede social X, que as ações visam interromper o tráfico de cocaína e atividades de mineração ilegal, sem detalhar se haverá envio de efetivos americanos ao território equatoriano. A declaração ocorre em meio a uma escalada de violência ligada ao narcotráfico.
A expectativa é que as operações comecem ainda neste mês, em um momento em que o Equador enfrenta confrontos entre cartéis que operam para enviar droga aos mercados internacionais. O país já recebeu apoio de parceiros regionais desde a chegada de Noboa ao poder em 2023.
Contexto regional e ações recentes
Pelo menos parte das operações ocorre em meio a uma atualização da cooperação com os EUA. Em dezembro do ano passado, militares norte-americanos foram enviados ao porto de Manta, no sudoeste do Equador, sem divulgação oficial sobre o número de militares ou o tempo de permanência.
Na mesma linha, Noboa realizou um referendo em 2025 que rejeitou a instalação de bases militares estrangeiras, mantendo uma posição de soberania sobre recursos e território. A medida é usada como referência para a avaliação de futuras parcerias de segurança.
Entre os fatores que alimentam o cenário de violência estão as rotas de trânsito da cocaína que passam por Colômbia ao norte e Peru ao sul, com o Equador responsável por cerca de 70% do volume que chega à região. A atuação de facções criminosas intensifica a disputa por territórios e rotas logísticas.
O ministro do Interior, John Reimberg, comentou que, de 15 a 30 de março, haverá toque de recolher noturno em quatro províncias mais afetadas: Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro. A medida busca reduzir episódios violentos e manter a segurança pública.
O anúncio de Noboa ocorre em contexto de tensões regionais, após a morte do líder do CJNG, conhecido como El Mencho, pelas forças do México, um marco que repercute no combate a redes criminosas transnacionais. Conforme autoridades locais, a operação mira organizações responsáveis por tráfico e mineração ilegal.
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