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ONU alerta risco de fugas radiactivas se bombardeios atingirem o Irã

O OIEA alerta para risco de liberação radiológica caso ataques atinjam instalações iranianas; até agora não há evidências de danos

El director del Organismo Internacional de Energía Atómica, Rafael Grossi, tras la reunión de la Junta de Gobernadores, este lunes en Viena.
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  • O Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) alertou em Viena sobre o risco de fuga radiativa se bombardeios atingirem instalações nucleares iranianas, com possíveis evacuações de áreas extensas.
  • No momento, não há evidências de danos a plantas nucleares no Irã.
  • O OIEA continua tentando contato com autoridades reguladoras nucleares iranianas, sem retorno até o momento.
  • A agência participou de uma sessão especial da Junta de Governadores, solicitada pela Rússia, enquanto Irã e Estados Unidos negociavam em Ginebra um acordo sobre o programa atômico.
  • Um documento confidencial do OIEA indica que o Irã ainda armazenava urânio enriquecido a setenta por cento de pureza, com movimentação de material a partir de imagens de satélite em Isfahán, e não há confirmação sobre o paradeiro atual.

O Diretor-Geral do OIEA, Rafael Grossi, alertou em Viena sobre o risco de fugas radioativas caso bombardeios atinjam instalações iranianas. O alerta surgiu após a realização de uma sessão especial da Junta de Gobernadores solicitada pela Rússia.

De acordo com Grossi, a situação é extremamente preocupante e não se pode descartar a liberação radiológica com consequências graves, como evacuações extensas. Ainda não há evidências de danos às plantas nucleares do Irã.

OIEA informou que os esforços para contato com as autoridades reguladoras nucleares iranianas seguem sem resposta. O órgão destacou a necessidade de restabelecer esse canal de comunicação indispensável.

Na semana passada, Irã e EUA negociavam em Genebra um acordo sobre o programa atômico, com o OIEA na função de observador técnico e Omã como mediador. Grossi participou das conversas em Genebra.

No dia seguinte, o OIEA divulgou um documento reservado indicando que o Irã continua armazenando urânio enriquecido a 60%, próximo do nível de uso para armas. O material foi visto em imagens de satélite em Isfahan.

Grossi afirmou não possuir informações atualizadas sobre a situação do material nuclear e pediu cautela. O Irã ratificou o Tratado de Não Proliferação e tem obrigação de transparência sobre seu estoque.

Trump havia afirmado, na época, que ataques teriam causado destruição total do programa iraniano. O OIEA destacou que vários países da região possuem centrais e instalações nucleares, reforçando a necessidade de moderação em operações militares.

O órgão reiterou a importância de salvaguardas e pediu responsabilidade na região, mencionando que Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Síria e outros já operam ou já possuíram instalações nucleares. A mensagem foi de moderação e prudência em conflitos.

Entre os temas da Junta de Governadores cresceu a discussão sobre segurança nuclear na região, incluindo casos na Ucrânia, Paquistão e Coreia do Norte, em meio a um cenário de tensões geopolíticas.

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