- Daniela Lima afirma que Trump abriu mão do direito internacional ao atacar o Irã com apoio de Israel, enfraquecendo o papel dos EUA e gerando críticas internas e externas.
- Segundo ela, o Conselho de Segurança da ONU fica sem casa para atuação efetiva, já que os EUA possuem poder de veto, e ainda há a dificuldade de exigir autorização do Congresso para ações militares.
- Pesquisas recentes indicam menos de um terço de apoio nos EUA à nova incursão no Irã, o que pode aprofundar desgaste político de Trump e da maioria republicana, especialmente com as eleições de meio de mandato em novembro.
- Daniela Lima aponta que Trump parece buscar artifícios para unificar os Estados Unidos, mas a guerra não tem obtido adesão suficiente.
- A colunista compara com o caso de Gaza, destacando pressões internacionais e domésticas em eventos que afetam civis e mudam posturas globais, mantendo a região sob pressão.
Daniela Lima, colunista do UOL News, aponta que Donald Trump teria cedido à linha do Irã com apoio de Israel, abrindo mão de princípios do direito internacional. A análise foi feita na edição de segunda-feira do Canal UOL.
Segundo Lima, a ação enfraqueceu o papel tradicional dos EUA e provocou críticas internas e externas. Além disso, gerou incertezas geopolíticas e desgaste político tanto para Trump quanto para o Partido Republicano.
A colunista afirma que Trump já vinha desrespeitando regras internacionais há algum tempo. Ela cita que o Conselho de Segurança da ONU opera com poder de veto dos EUA e que, para ações militares, seria necessária autorização do Congresso, o que não ocorreu.
Pesquisas recentes, segundo Lima, indicam apoio abaixo de um terço entre os americanos para a nova incursão no Irã. O cenário pode impactar a imagem presidencial e o desempenho da maioria republicana na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato.
Contexto internacional
Lima relembra episódios envolvendo Israel e Gaza, destacando pressões internacionais e domésticas diante de ataques que atingem civis e influenciam posições no cenário global. A região é descrita como uma área de tensão contínua.
A analista compara a reação internacional à operação em Gaza com o que pode ocorrer em relação ao Irã. Ela aponta que a comunidade internacional, sobretudo a Europa, costuma pressionar por cessar-fogo quando há grande impacto humano.
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