- O governo da Malásia renovou a licença de operação da Lynas Rare Earths por dez anos.
- A licença vale até 3 de março de 2036, com avaliação após cinco anos, e não será permitida uma nova instalação permanente de descarte.
- Nos próximos cinco anos, resíduos radioativos gerados devem ser tratados e neutralizados, com extração de tório ou métodos similares.
- Os resíduos já existentes ficarão armazenados em uma instalação de descarte permanente em construção, prevista para ficar pronta até o fim do ano.
- Grupos ambientais pressionam pela exportação dos resíduos; o governo afirmou ter base técnica e interesse estratégico para a decisão.
A Malaysia renovou a licença de operação da Lynas Rare Earths por 10 anos, impondo a meta de interromper a geração de resíduos radioativos até 2031. A licença atual vence em 3 de março de 2036 e será revisada após cinco anos.
A refinaria Lynas, situada em Gebeng, no estado central de Pahang, opera desde 2012. Ela é a primeira instalação fora da China a processar minerais críticos para a indústria de alta tecnologia.
O ministro da Ciência, Chang Lih Kang, informou que resíduos radioativos gerados nos próximos cinco anos devem ser tratados e neutralizados, com extração de tório ou outros métodos. Não haverá nova instalação permanente de descarte.
A licença mantém Lynas sob fiscalização rigorosa. Caso a empresa viole condições, o documento pode ser revogado. Resíduos existentes permanecerão em instância de armazenamento permanente, ainda em construção.
ONGs ambientais pressionam para que a empresa exporte o lixo radioativo, argumentando que elementos como tório e urânio ficam mais perigosos após os processos químicos e mecânicos. A gestão de resíduos é central no debate.
Chang destacou que Lynas teve cinco anos para adaptar suas instalações e ampliar operações, com metas ambiciosas para neutralizar a radiação. O laboratório já mostra resultados promissores, mas a escala industrial demanda tempo.
A decisão foi fruto de avaliação técnica completa, que considerou os interesses estratégicos da Malaysia e compromissos assumidos pela Lynas. O descarte permanente está previsto para ficar pronto até o fim deste ano.
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