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Milhares buscam sair do Golfo diante do conflito com o Irã, sem caminho fácil

Milhares ficam presos no Golfo com opções de saída limitadas diante de ataques no Irã, buscando rotas via Omã e Arábia Saudita

An unidentified passenger gestures following the evacuation from Dubai, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, at the airport in Frankfurt, Germany, March 3, 2026. REUTERS/Kai Pfaffenbach
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  • Tensions in o Oriente Médio deixam dezenas de milhares presos no Golfo, com poucas opções de saída de uma região em conflito.
  • Espaço aéreo de Qatar continua fechado; cerca de 8 mil viajantes em trânsito ficaram ilhados desde o início dos ataques entre EUA, Israel e Irã; Emirados Árabes Unidos restringem voos a partir de segunda-feira.
  • Omã mantém espaço aéreo aberto; Oman Air e SalamAir organizam ônibus de Sharjah para Muscat, em cerca de oito horas de viagem.
  • Muitos viajantes, como uma moradora de Dubai, planejam trajetos longos por terra e ar via Omã, Arábia Saudita e outros destinos europeus para deixar a região.
  • Países como Reino Unido, Espanha, Itália e Alemanha já promovem evacuações; estima-se que haja aproximadamente 30 mil pessoas isoladas no momento.

DUBAI, 3 de março (Reuters) – Tensions no Oriente Médio elevam-se e milhares de pessoas ficam presas à região do Golfo, com opções limitadas de deixar a área que vive, de fato, o conflito. Espaços aéreos restritos em Qatar agravam o isolamento de viajantes em trânsito, enquanto ataques entre EUA, Israel e Irã aumentam a incerteza.

O bloqueio de voos no Qatar e o número reduzido de partidas desde os Emirados Unidos obrigam turistas e expatriados a buscar rotas alternativas. O choque regional se intensifica após ofensivas de mísseis e drones envolvendo várias nações alinhadas aos EUA.

Rotas e opções de evacuação

Dubai e Doha atuam como nós de tráfego aéreo, conectando Europa e Ásia, mas a maioria das rotas diretas está comprometida. Várias nações anunciaram evacuações, com governos como Reino Unido, Espanha, Itália e Alemanha organizando voos charter para trazer cidadãos vulneráveis de volta.

Em Oman, o espaço aéreo permanece aberto. A Oman Air e a SalamAir montaram ônibus de Sharjah a Muscat, com viagem prevista de cerca de oito horas, a partir de terça-feira. A medida facilita a saída de quem busca fronteiras para fora da região.

Caminhos alternativos e relatos de deslocamento

Alguns viajantes cruzam a fronteira para Omã em ônibus de companhias privadas, com pontos de passagem próximos a Hatta, nos Emirados. Pontos de saída implicam logística complicada, especialmente para cidadãos não locais.

Um passageiro britânico recorreu a uma rota via Arábia Saudita após retornar a Riade, a partir de Dubai, com trajetos que incluem deslocamento de táxi até a fronteira de Al Ghuwaifat. O custo total de ida e volta supera US$ 1.000, bem acima da média de passagem econômica entre Dubai e Riade.

Perspectivas e impactos

Entre os deslocados, há casos de pessoas tentando chegar a Berlim, Amsterdã e outras capitais europeias em jornadas extensas, com planos que podem durar dezenas de horas. Organizações e governos estudam medidas adicionais para reduzir riscos humanitários e facilitar saídas seguras.

No conjunto, as medidas visam manter rotas de evacuação sob controle, ao passo que a região continua sob tensões com desdobramentos militares, atentando para a necessidade de informações oficiais atualizadas para quem busca deixar o Golfo.

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