- Kristi Noem afirmou ao Senado que os dois americanos mortos pela polícia migratória em Minneapolis não foram chamados de “terroristas domésticos”, mas que o incidente parecia terrorismo doméstico.
- Ela disse ter recebido informações de campo sobre o ocorrido e classificou a cena como caótica, sem retratar-se de sua declaração inicial.
- Noem garantiu que não há planos de colocar agentes do ICE em centros de votação nas eleições de meio mandato.
- A audiência ocorreu enquanto o Departamento de Segurança Nacional enfrentava atraso de financiamento e o governo permanecia sem orçamento devido a impasse entre republicanos e democratas.
- No âmbito de políticas migratórias, Noem negou metas ou quotas de deportação e destacou fornecimento de ferramentas para assegurar a integridade das eleições, atribuindo questões ao governo anterior.
Noem sustenta que dois estadounidenses muertos por la policía migratoria eran “terroristas domésticos”
A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Kristi Noem, foi ao Senado na terça-feira para falar sobre a atuação do ICE e da Patrulha de Fronteira. Durante a sabatina, ela não pediu desculpas por ter chamado de terroristas domésticos as pessoas mortas por agentes de imigração em Minneapolis. A audiência ocorreu após uma série de manifestações contra políticas migratórias associadas ao governo anterior.
Noem afirmou ter recebido informações de campo sobre o que ocorreu no local dos tiroteios, em Minneapolis. Segundo ela, o episódio foi caótico, e sua declaração inicial gerou polêmica entre senadores de diferentes siglas. A defesa da posição oficial acompanhou questionamentos sobre o tom utilizado e a precisão das descrições feitas publicamente.
Durante o debate, o tema da segurança nas eleições voltou ao centro, com a secretária afirmando que não há planos para deslocar agentes de imigração para centros de votação nas eleições de meio mandato. A afirmação ocorreu em meio a dúvidas dos democratas sobre eventuais tentativas de interferir no processo eleitoral. Noem destacou que os estados gerenciam as eleições e receberiam ferramentas federais para evitar fraudes.
Controvérsia sobre políticas migratórias
A sabatina revelou divergências sobre a comunicação de incidentes envolvendo migrantes e sobre as metas da agência. Noem disse não possuir quotas de deslocamentos ou detenções para os agentes de aplicação da lei, refutando declarações atribuídas a membros da Casa Branca. A senadora democrata mencionou casos de alegado voto de imigrantes ilegais, o que levou Noem a reforçar a necessidade de recursos para garantir a integridade das eleições.
A audiência ocorreu em meio a críticas por o Departamento de Segurança Nacional ter ficado temporariamente sem financiamento devido a impasses entre republicanos e democratas. A secretária acusou a oposição de manter a agência como “teste” político, enquanto sinalizou que a falta de recursos prejudica trabalhadores do órgão e suas famílias.
Despesas de autopromoção
O debate também abordou gastos de publicidade do Departamento, com Noem citando controvérsias públicas envolvendo despesas de comunicação associadas à gestão. Em respostas a questionamentos sobre contratos de TV, ela afirmou ter atuado de maneira legal e ter consultado o presidente sobre a estratégia de anúncios, enquanto alguns colegas questionaram a distribuição dessas verbas.
Em momentos de tensão, Noem atribuiu a responsabilidade pela crise migratória a políticas anteriores do governo. A secretária ressaltou o esforço de funcionários do Departamento para defender o país, fronteiras e cidadãos, dizendo que investiga possíveis delitos entre pessoas que estão no país, coopera com autoridades locais e estaduais e busca esclarecimentos contínuos sobre as operações de segurança.
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