- Donald Trump criticou Keir Starmer por não apoiar o ataque coordenado EUA-Israel contra o Irã, dizendo que a relação entre os dois países mudou.
- Starmer afirmou que o ataque ao Irã era ilegal e que o Reino Unido só atuaria com base legal; pouco depois, autorizou o uso de instalações britânicas pelas forças americanas para ações defensivas.
- O governo britânico manteve alinhamento com França e Alemanha, com declaração conjunta de três países para defender seus interesses e disponibilizar recursos militares.
- Cazas britânicos decolaram para o Oriente Médio em missões defensivas, destacando a presença britânica na região.
- Starmer, advogado humanista, já havia sido crítico da guerra do Iraque e ressaltou que qualquer ação terá base legal e planejamento adequado.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer mantém distância do ataque a Irã, em meio a tensões geopolíticas e à memória da guerra do Iraque. Em entrevista ao The Sun, Donald Trump criticou o posicionamento do Reino Unido e disse que a relação entre os dois países mudou. Trump destacou frustração com a cooperação de Londres.
Segundo a imprensa britânica, o gesto de Starmer é interpretado como uma recusa à linha de intervenções militares mais firmes contra Irã, defendida por Washington. O premiê afirmou que qualquer ação do Reino Unido terá base legal e planejamento bem estruturado, evitando atalhos militares.
A posição europeia
No fim de semana, França, Alemanha e Reino Unido divulgaram uma declaração conjunta para manter alinhamento estratégico. Os três governos disseram que não participariam de ataques, porém disponibilizariam forças para defesa na região, buscando evitar discordâncias entre aliados.
Paradas de combate britânicas já patrulhavam a região com Typhoon e F-35 em missões defensivas. Em seguida, Starmer sinalizou concordância com o uso de bases militares britânicas por EUA para ações defensivas, o que gerou críticas de Trump e abriu novas controvérsias sobre o papel de Londres no conflito.
O histórico de Starmer e o tema da base Diego García
A relação entre Starmer e Trump já era marcada por divergências desde antes do ataque. O primeiro-ministro britânico havia dito anteriormente que não poderia permitir o uso da base conjunta Diego García, no arquipélago de Chagos, para a ofensiva. A posição ressalta a cautela do governo em alinhar offensivas com seus próprios interesses nacionais.
Conhecido por sua atuação jurídica em direitos humanos, Starmer tem enfatizado que ações militares devem respeitar a legalidade internacional. Em discurso na Câmara dos Comuns, ele reiterou que não há legitimidade em ações ilegais e que qualquer participação britânica exige planejamento claro e responsáveis mecanismos legais.
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