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Turquia diz buscar apoio de todas as partes para encerrar a guerra no Irã

Ankara afirma engajar com todas as partes, incluindo Omã, para encerrar a guerra no Irã e preservar a estabilidade regional diante da escalada de ataques

A woman walks on the street following an Israeli and U.S. strike on a police station, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 3, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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  • O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, disse que Ancara negocia com todas as partes para pôr fim à guerra no Irã e retornar às negociações.
  • A Turquia também está em conversas com Omã sobre o tema, já que o país árabe trabalha pelo mesmo objetivo.
  • Fidan destacou que há negociações em várias frentes, incluindo com europeus, americanos e outras partes.
  • O presidente turco, Tayyip Erdogan, chamou os ataques contra o Irã de violação clara do direito internacional.
  • Fidan alertou para o risco de o conflito se espalhar pela região e impactar o fornecimento de energia, mencionando o estreito de Hormuz.

A Turquia afirmou estar em contato com todas as partes envolvidas para encontrar uma saída que encerre o conflito no Irã e retome as negociações, segundo o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan. O país também informou que negocia com Omã, que atua como mediador na região para alcançar o mesmo objetivo.

Fidan destacou, em jantar de quebra de jejum durante o mês de Ramadã, que Ancara conduz iniciativas sensíveis com pares internacionais para promover a paz na região e preservar a estabilidade do Irã e do entorno. Ele mencionou uma abordagem multietapas nas negociações, não apenas uma rodada única.

Atuação da Turquia e alcance diplomático

O ministro afirma conversas com europeus e Estados Unidos, buscando cooperação entre potências para reduzir tensões. Segundo ele, Omã também busca contribuir para avanços diplomáticos, enquanto Washington e Tóquio/aliados monitoram a situação.

Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, classificou os ataques contra o Irã como violação clara do direito internacional, destacando a linha pública de Ancara de oposição a ações militares sem consenso. A fala ocorreu após os primeiros ataques realizados neste fim de semana.

Contexto regional e impactos

Fidan alertou para o risco de o conflito se ampliar e impactar o fornecimento de energia, sobretudo com o estreito de Hormuz, rota estratégica pela qual passa parcela relevante do comércio global de petróleo. O ministro sinalizou que a escalada pode pressionar a busca por uma solução rápida.

De acordo com Fidan, o Irã busca criar custos para os EUA e aliados ao mirar alvos no Golfo e em infraestruturas energéticas. Mesmo assim, ele indicou que não acredita que Teerã obtenha o resultado desejado por meio desses ataques.

As negociações ocorrem em meio a uma escalada regional após ações militares contra o Irã, com resposta iraniana a ataques que também atingiram alvos apoiados pelo Irã em diferentes frentes. O cenário aponta para novo esforço diplomático com participação de múltiplos atores.

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