- A Casa Branca endureceu o tom contra o governo espanhol por não permitir o uso das bases de Rota e Morón na operação contra o Irã.
- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a Espanha “põe em risco a vida de americanos” ao não cooperar.
- O presidente Donald Trump chegou a ameaçar cortar relações comerciais com a Espanha após a decisão de não autorizar as bases.
- Espanha tenta manter a decisão de não permitir o emprego das bases para o ataque, alegando que cumpre suas obrigações de defesa com menos recursos.
- O acordo militar entre os dois países, de 1953, permite que a Espanha decida sobre o uso de suas bases por forças americanas; a resistência espanhola gerou frustração nos Estados Unidos, que defendem elevar o gasto da defesa para 5% do PIB.
O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a postura de Espanha de não permitir o uso das bases americanas para ações contra o Irã coloca em risco a vida de cidadãos americanos. A declaração ocorreu em entrevista à CNBC.
A Casa Branca elevou o tom ao responder à posição do governo espanhol de impedir o uso conjunto das bases de Morón de la Frontera, na Espanha, e Rota, na Andaluzia. A prática é parte de acordos que permitem operações conjuntas entre ambos os países.
Trump havia ameaçado cortar laços comerciais com a Espanha caso as bases não fossem disponibilizadas para o ataque. O presidente também criticou o gasto militar espanhol dentro da OTAN, citando o objetivo de elevar o gasto para 5% do PIB.
Bessent disse que a resistência de Madrid é vista como prejudicial aos aliados da OTAN e classificou a postura espanhola como inadequada. O secretário afirmou ainda que a diferença de posições sobre o financiamento da defesa preocupa a aliança.
A postura espanhola gerou críticas na Casa Branca, que sustenta que atrasos operacionais podem colocar vidas americanas em risco. O governo espanhol mantém que pode cumprir as obrigações de defesa com recursos existentes e sem aumentar o gasto.
Bases de Morón e Rota permanecem sob acordo de uso mútuo entre Espanha e EUA, vigente desde 1953 e renovado periodicamente. O governo espanhol reiterou a autonomia para decidir sobre o uso de seu território em operações militares.
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