- O Senado dos EUA rejeitou, por 47 a 53, a abertura de debate sobre uma resolução bipartidária de poderes de guerra contra o Irã, proposta pelos senadores Tim Kaine e Rand Paul.
- O senador John Fetterman votou com os republicanos contra a medida.
- As senadoras Susan Collins e Lisa Murkowski, que já haviam votado com democratas em resoluções anteriores, não apoiaram desta vez.
- A Câmara dos Deputados deve votar amanhã uma resolução similar, apresentada por Ro Khanna e Thomas Massie, com margens semelhantes.
- Se o conflito se prolongar, é provável que o Departamento de Defesa peça ao Congresso gastos de guerra emergenciais fora do orçamento regular.
O Senado dos EUA rejeitou, nesta quarta-feira, o esforço democrata de encerrar rapidamente a guerra contra o Irã. O placar foi 47 a 53, em uma votação de procedimento.
A iniciativa foi apresentada pelo democrata Tim Kaine e pelo republicano Rand Paul. O democrata John Fetterman votou com os republicanos contra a medida. Susan Collins e Lisa Murkowski também não votaram a favor.
A rejeição mantém em aberto o uso do War Powers Resolution — o poder do Congresso para definir o envolvimento militar. O objetivo era exigir o fim imediato da ação em solo iraniano.
Desdobramentos no Congresso
O House deve votar amanhã uma versão similar da resolução, apresentada por Ro Khanna (D) e Thomas Massie (R). As perspectivas no plenário também aparecem acirradas, com margens apertadas.
Caso a guerra se prolongue, é provável que o Departamento de Defesa peça recursos emergenciais fora do orçamento regular. Oppositores do governo Trump ganham espaço para tentar limitar a atuação militar.
Mitch McConnell, líder republicano no passado, disse que o conflito reflete a visão histórica entre Irã e EUA. Ele indicou que a guerra envolve acirramento de stakeholders regionais.
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