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Bases de interceptores dos EUA são atingidas na Jordânia e nos Emirados Árabes

Imagens de satélite sugerem dano a radares do sistema THAAD na Jordânia e nos Emirados, sinalizando queda de capacidade de defesa antimísil

Uma imagem de satélite tirada em 2 de março de 2026 mostra destroços ao redor de um radar THAAD carbonizado na Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia
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  • Imagens de satélite indicam danos a radares THAAD na Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, possivelmente destruídos nos primeiros dias dos ataques entre EUA, Israel e Irã.
  • Também houve danos a instalações com radares THAAD em Ruwais e Sader, nos Emirados Árabes Unidos, entre 28 de fevereiro e 1º de março.
  • O radar AN/TPY-2 é considerado o “coração” do sistema THAAD, utilizado pelos EUA para interceptar mísseis balísticos; as forças dos EUA operam oito baterias THAAD e os Emirados, duas, enquanto a Arábia Saudita possui uma.
  • Especialistas destacam que a perda de um radar não torna o sistema completamente inoperante, mas reduz significativamente a capacidade, e a substituição pode levar tempo.
  • A CNN informou ainda que ataques iranianos à região visaram equipamentos de comunicação, radar e inteligência dos EUA, na tentativa de isolá-los, com danos também a sistemas de radar de alerta antecipado no Catar.

A imagem de satélite obtida na segunda-feira mostra danos em bases que abrigam radares de defesa antimísseis na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Segundo as análises, os alvos são radares AN/TPY-2, usados para acionar mísseis interceptores THAAD. A hipótese é de que o Irã tenha atacado para enfraquecer a defesa aérea na região.

Os relatos apontam danos a uma bateria THAAD na Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordônia, a mais de 800 quilômetros do Irã. Em dois locais dos Emirados, também teriam ocorrido impactos em instalações com radares e galpões de veículos de apoio aos sistemas THAAD.

O radar AN/TPY-2, fabricado pela Raytheon, é considerado o núcleo das baterias THAAD. O custo estimado do conjunto de radares fica próximo a meio bilhão de dólares. As imagens de satélite indicam crateras ao redor do radar na Jordânia, sugerindo ataques na janela de 1º ou 2 de março.

A CNN também aponta danos a estruturas de apoio em Sader e Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, entre 28 de fevereiro e 1º de março. Em ambos os locais, galpões que armazenavam equipamentos de defesa teriam sido atingidos, com indícios de presença de baterias THAAD no passado.

Especialistas ressaltam que a perda de um radar não inviabiliza completamente o sistema THAAD, mas reduz sua capacidade. O radar facilita o lançamento de interceptores e a cooperação com outros componentes de defesa, como o Patriot, para cobertura mais ampla.

Contexto e desdobramentos

A CNN informou ainda que ataques iranianos teriam atingido bases militares dos EUA na Península Arábica, danificando radares, comunicações e equipamentos de inteligência. O objetivo, segundo a reportagem, seria isolar esses ativos do operador externo.

Imagens adicionais mostram danos a um radar de alerta antecipado de fabricação americana, localizado em Umm Dahal, no Catar. As evidências foram analisadas por pesquisadores que acompanham a evolução do conflito na região.

Não há confirmação de que todos os locais citados abrigassem baterias THAAD pertencentes a forças norte-americanas ou aos Emirados. A disponibilidade de imagens de alta resolução dificulta confirmar a presença atual dos radares no momento dos ataques.

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