- O conflito iniciado pelos EUA e Israel contra o Irã se ampliou, indo do Chipre às águas do Sri Lanka e envolvendo Turquia e Azerbaijão.
- Na quarta-feira, um submarino americano atacou uma fragata iraniana frente ao Sri Lanka, próximo à Índia, resultando em dezenas de mortes de militares iranianos.
- Horas depois, a Turquia disse ter visto seus sistemas de defesa aérea derrubarem um míssil balístico vindo do Irã; o chanceler turco pediu evitar anything que aumente a escalada.
- Nesta quinta, o enclave de Nakhchivan, no Azerbaijão, foi atingido por dois drones iranianos; Baku prometeu resposta, embora Israel tenha negado ter participação.
- Em Chipre houve ataques com drones contra uma base britânica; o Líbano foi arrastado para a guerra por ações do Hezbollah, aliado do Irã, elevando o risco de escalada regional.
O conflito envolvendo EUA e Israel se expandiu para além do Oriente Médio, atingindo Chipre, águas do Sri Lanka, Turquia e Azerbaijão. A ofensiva, iniciada no último fim de semana, envolve ações contra o Irã e provoca reações de aliados na região e na Europa. O objetivo é ampliar pressões sobre Teerã, segundo análises de autoridades militares.
Na quarta-feira, um submarino americano atacou uma fragata iraniana em frente ao Sri Lanka, próximo à costa da Índia, matando dezenas de marinheiros iranianos. A fragata voltava de exercícios com a Marinha da Índia. O episódio marca um desdobramento inédito para os EUA desde 1945.
Horas depois, a Turquia afirmou ter derrubado um míssil balístico iraniano que se dirigia ao seu território. O governo turco não confirmou se houve ataque deliberado, e o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, pediu evitar escaladas.
Nesta quinta-feira, o enclave de Nakhchivan, no Azerbaijão, foi atingido por dois drones iranianos, um deles em um aeroporto. Baku prometeu resposta, embora Israel tenha negado envolvimento no ataque.
Em Chipre, país da UE, drones teriam se dirigido à base britânica em território cipriota. No Líbano, o Hezbollah, aliado do Irã, intensificou ataques contra Israel, que respondeu com ações no território libanês. Analistas veem indicativos de uma escalada que pode ampliar o campo de batalha.
Escalada horizontal
Especialistas classificam o fenômeno como escalada horizontal, com novos teatros de operação e ações como o bloqueio de tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O Irã figura como autor de boa parte das movimentações, buscando pressão econômica sobre adversários.
Para autoridades consultadas, a situação pode atrair novos beligerantes. Países europeus como Reino Unido, Grécia, França e Espanha deslocaram recursos para apoiar Chipre, aumentando o risco de envolvimento direto de outros atores.
Mecanismos de alianças
Risco central é o efeito dominó entre aliados. Houve especulações sobre a participação de tropas de outras nações através de pactos de defesa. Analistas mencionam possibilidades como entradas de terceiros em conflitos regionais que já envolvem EUA, Israel e Irã. Observa-se ainda a cautela de Estados-membros da OTAN e de países vizinhos.
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