- Os Estados Unidos se opuseram a uma resolução do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condena ataques à infraestrutura de energia da Ucrânia.
- A resolução foi aprovada com 20 votos a favor, 10 abstenções e 4 votos contra; Brasil, Egito, Marrocos e Arábia Saudita estiveram entre os que se abstiveram.
- A linguagem do texto reitera que ataques à rede de energia que alimenta usinas nucleares representam ameaça direta à segurança nuclear.
- Esta é a primeira vez que os EUA se opõem a uma resolução do conselho da AIEA desde a invasão russa da Ucrânia.
- O contextual demonstrado envolve tensões entre Estados Unidos e Rússia, com referências a pressões anteriores sobre a Ucrânia para acordos de paz.
O governo dos Estados Unidos manifestou oposição a uma resolução do Conselho de Governadores da IAEA que condena ataques à infraestrutura de energia da Ucrânia. O voto ocorreu em Viena, em 5 de março, durante reunião fechada. A decisão busca associar tais ataques a riscos à segurança nuclear.
Além dos EUA, Rússia, China e Níger votaram contra a resolução, que recebeu 20 votos favoráveis. Existem 10 abstenções, incluindo Brasil, Egito, Marrocos e Arábia Saudita. Quatro países votaram contra, segundo diplomatas presentes.
Segundo o texto visto pela Reuters, o documento reitera que ataques à infraestrutura de energia da Ucrânia, incluindo a usina de Zaporizhzhia, representam ameaça direta à segurança nuclear. A redação é menos dura que a de outras resoluções anteriores.
Os Estados Unidos já haviam se abstido em uma sessão anterior da Assembleia Geral da ONU, em fevereiro, ao respaldar a soberania ucraniana e a integridade de suas fronteiras. A decisão de hoje marca a primeira oposição formal a uma resolução da IAEA.
A posição norte-americana é acompanhada de apoio contínuo à atuação da IAEA no país, segundo a declaração oficial. O objetivo é manter o foco em segurança nuclear enquanto se discutem caminhos para um cessar-fogo e negociações entre Ucrânia e Rússia.
Não houve convite a mudanças de regime ou de território no texto aprovado. O embate ocorre em meio a tensões entre ocidente e Rússia, que continua a atacar infraestrutura crítica na Ucrânia conforme análises de autoridades internacionais.
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