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EUA testam míssil nuclear em meio a tensões com Irã

Teste do Minuteman-3 da Força Espacial dos EUA ocorre em meio a tensões globais, sinalizando possível aumento da carga nuclear após o fim do acordo Novo Start

LGM-30G Minuteman-30 é o míssil americano baseado em silos terrestres para uso em caso de confronto nuclear
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  • O teste ocorreu na noite de terça-feira, a partir da base de Vandenberg, segundo a Força Espacial dos EUA, sem relação comprovada com os ataques recentes.
  • O objetivo foi avaliar o desempenho de múltiplos veículos de reentrada em um voo de 6.700 quilômetros.
  • O Minuteman-3 pode carregar até três ogivas; a versão em uso hoje utiliza a ogiva W78, de 355 kilotons.
  • O acordo Novo Start caducou em cinco de fevereiro; os Estados Unidos teriam 400 silos para lançamento do míssil, e não há acordo equivalente com a Rússia ou China no momento.
  • No cenário internacional, França anunciou aumento de seu arsenal atômico, e o chanceler russo afirmou que conflitos atuais podem incentivar proliferação nuclear.

O Exército dos EUA confirmou o teste de um míssil balístico intercontinental Minuteman-3 na noite de terça-feira, 3, a partir da base de Vandenberg, Califórnia.

O disparo ocorreu no contexto da proximidade entre EUA, Israel e aliados, e foi apresentado como exercício de rotina com foco técnico. O objetivo declarado é avaliar o desempenho de seus veículos de reentrada.

Segundo a Força Espacial, o teste simulou o voo de 6.700 km entre Vandenberg e o campo de Ronald Reagan, nas Ilhas Marshall. O Minuteman-3, capaz de carregar até três ogivas, levou dois veículos de reentrada desarmados. O modelo em uso utiliza a ogiva W78, equivalente a 355 kilotons.

O tema envolve tratados de controle de armas. A caducidade do Novo Start, em 5 de fevereiro, ocorreu após a decisão dos EUA de não renovar o acordo e a negativa de ampliar o tratado para incluir a China. Desde então, negociações entre EUA, China e Rússia não avançaram significativamente.

Contexto internacional

Entre as preocupações, destacam-se as discussões sobre o arsenal nuclear global e a capacidade de dissuasão dos países. Nesta semana, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou aumento do arsenal atômico e disponibilidade para vizinhos europeus, citando tensões internacionais. A França mantém estimativa de cerca de 290 bombas.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que conflitos atuais podem levar mais países a buscar capacidades nucleares. Enquanto isso, autoridades ocidentais seguem monitorando a evolução da proliferação e a segurança estratégica na região do Golfo, onde aliados dos EUA recebem atenção especial.

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