- O teste ocorreu na noite de terça-feira, a partir da base de Vandenberg, segundo a Força Espacial dos EUA, sem relação comprovada com os ataques recentes.
- O objetivo foi avaliar o desempenho de múltiplos veículos de reentrada em um voo de 6.700 quilômetros.
- O Minuteman-3 pode carregar até três ogivas; a versão em uso hoje utiliza a ogiva W78, de 355 kilotons.
- O acordo Novo Start caducou em cinco de fevereiro; os Estados Unidos teriam 400 silos para lançamento do míssil, e não há acordo equivalente com a Rússia ou China no momento.
- No cenário internacional, França anunciou aumento de seu arsenal atômico, e o chanceler russo afirmou que conflitos atuais podem incentivar proliferação nuclear.
O Exército dos EUA confirmou o teste de um míssil balístico intercontinental Minuteman-3 na noite de terça-feira, 3, a partir da base de Vandenberg, Califórnia.
O disparo ocorreu no contexto da proximidade entre EUA, Israel e aliados, e foi apresentado como exercício de rotina com foco técnico. O objetivo declarado é avaliar o desempenho de seus veículos de reentrada.
Segundo a Força Espacial, o teste simulou o voo de 6.700 km entre Vandenberg e o campo de Ronald Reagan, nas Ilhas Marshall. O Minuteman-3, capaz de carregar até três ogivas, levou dois veículos de reentrada desarmados. O modelo em uso utiliza a ogiva W78, equivalente a 355 kilotons.
O tema envolve tratados de controle de armas. A caducidade do Novo Start, em 5 de fevereiro, ocorreu após a decisão dos EUA de não renovar o acordo e a negativa de ampliar o tratado para incluir a China. Desde então, negociações entre EUA, China e Rússia não avançaram significativamente.
Contexto internacional
Entre as preocupações, destacam-se as discussões sobre o arsenal nuclear global e a capacidade de dissuasão dos países. Nesta semana, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou aumento do arsenal atômico e disponibilidade para vizinhos europeus, citando tensões internacionais. A França mantém estimativa de cerca de 290 bombas.
O chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que conflitos atuais podem levar mais países a buscar capacidades nucleares. Enquanto isso, autoridades ocidentais seguem monitorando a evolução da proliferação e a segurança estratégica na região do Golfo, onde aliados dos EUA recebem atenção especial.
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