- O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse que não está “surdo” à crítica de elogiar Trump demais, mas afirmou que o presidente merece esse reconhecimento.
- Em entrevista à Reuters, Rutte destacou que Trump ajudou a levar aliados a aceitar um novo alvo de gasto da OTAN de 5% do PIB, sendo 3,5% para defesa e 1,5% para segurança.
- Rutte elogiou também a Espanha pela contribuição à OTAN, mesmo com críticas de Trump sobre bases militares no país usadas em ações contra o Irã.
- O político holandês afirmou que Trump tem liderança que justifica, em sua visão, algum elogio.
- Sobre a tensão entre Trump e o espanhol Pedro Sánchez, Rutte disse buscar manter-se contido para ajudar a reduzir atritos entre aliados.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse nesta quinta-feira que não está surdo às críticas por elogiar o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, mas afirmou que ele mereceu o reconhecimento. A declaração foi feita durante entrevista no quartel-general da OTAN, em Bruxelas.
Rutte ressaltou ainda que elogia Spain pela cooperação com a aliança, mesmo diante das críticas de Trump sobre bases militares no país para ações na região. A entrevista foi concedida à Reuters e destacou a relação entre EUA e OTAN em meio a tensões com diversos aliados.
Críticas e contexto
O chefe da OTAN explicou que Trump teve papel importante em pressionar aliados a abandonar metas de gasto. Segundo Rutte, o aliado americano ajudou a firmar uma meta de 5% do PIB, com 3,5% para defesa e 1,5% para segurança ampliada.
Rutte também descreveu a operação de muro na região como decisiva para reduzir a capacidade de Iran de promover terrorismo. Em relação ao atrito entre Trump e o governo espanhol, o holandês elogiou a contribuição de tropas espanholas em missões da aliança.
Relações entre aliados
O secretário-geral reafirmou que, quando há divergências entre parceiros, busca manter o tom equilibrado. Ele disse ter conversado de forma contida para evitar atritos mais severos, mantendo espaço para mediação entre Trump e líderes europeus.
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