- A aprovação global à liderança da China foi de 36%, ante 31% dos EUA, em 2025, segundo pesquisa da Gallup.
- A rejeição aos EUA atingiu 48%, o maior nível da série, enquanto a rejeição à China ficou em 37%.
- Entre 2024 e 2025, a imagem dos EUA caiu em 44 países e subiu em apenas 7, com quedas expressivas entre aliados da Otan; a Alemanha liderou a retração.
- Em Israel, a aprovação à liderança chegou a 76% em 2025, com alta de 13 pontos.
- Nenhuma potência tem apoio majoritário global: Alemanha 48%, China 36%, EUA 31% e Rússia 26%; saldo entre aprovação e rejeição foi -15 para os EUA e -1 para a China.
A aprovação global à liderança da China superou a dos Estados Unidos em 2025, segundo a Gallup. O levantamento abrange mais de 130 países, com uma median de aprovação de 36% para Pequim, frente a 31% para Washington. A diferença é de 5 pontos percentuais.
Em 2024, os percentuais eram 39% para os EUA e 32% para a China. A rejeição a Washington atingiu 48%, o maior nível da série, enquanto a China ficou em 37%. A Gallup avalia percepção sobre EUA, China, Rússia e Alemanha.
Entre 2024 e 2025, a imagem dos EUA caiu em 44 países, com quedas de 39 a 39 pontos em alguns aliados. Em contrapartida, a China registrou ganhos equivalentes em apenas 7 países, com avanços relevantes em áreas de tradicional desgaste com Washington.
Panorama global e mudanças
A Alemanha continua com 48% de aprovação entre as quatro potências analisadas, sendo o maior índice. A China aparece com 36% e os EUA com 31%. A Rússia permanece com 26% nesse conjunto.
Israel teve movimento oposto ao global, com alta de 13 pontos, chegando a 76% de aprovação em 2025. Em 23 países, a aprovação a Pequim aumentou mais de 10 pontos, geralmente onde a avaliação dos EUA caiu.
No saldo entre aprovação e rejeição, EUA ficou com −15, o pior da série, enquanto a China teve −1. É a segunda vez em que ambos registram resultado negativo simultaneamente. A pesquisa aponta ainda maior fragmentação mundial.
A pesquisa do Gallup World Poll utiliza amostras representativas, com cerca de 1.000 entrevistas por país. A margem de erro tende a 3 pontos percentuais, em 95% de confiança. Dados de 2025 foram coletados ao longo do ano.
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