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Trump volta a atacar Espanha e diz que EUA não serão bons parceiros

Trump chama Espanha de perdedora e diz que os EUA não serão bons parceiros, em meio ao atrito sobre uso de bases espanholas na guerra do Irã

Donald Trump participa en una mesa redonda con líderes tecnológicos este miércoles en el edificio Eisenhower, en el complejo de la Casa Blanca.
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  • Trump voltou a atacar Espanha 48 horas após acusações anteriores, chamando o país de “perdedora” e dizendo que os Estados Unidos não serão “bons companheiros” devido à colaboração com bases de uso compartilhado para a guerra no Irã.
  • Em entrevista telefônica ao New York Post, o presidente americano afirmou que Espanha é “hostil à OTAN” e que o país não paga 5% do PIB em defesa, deixando claro que não há alinhamento com os EUA.
  • O governo espanhol, representado pelo ministro de Exteriores, José Manuel Albares, negou avanços na cooperação com as bases e reiterou que qualquer operação deve ocorrer dentro do marco da ONU.
  • O presidente espanhol, Pedro Sánchez, havia resumido a posição do país como “no a la guerra”; Albares reforçou que a posição é clara e que não houve mudança no uso das bases.
  • Trump também comentou sobre o líder britânico Keir Starmer em entrevistas a tabloides, dizendo que Starmer não ajudou e criticando sua postura; Starmer qualificou o ataque como ilegal.

Donald Trump voltou a criticar a Espanha, em meio a atritos entre Washington e Madrid sobre cooperação na guerra na Irã. O presidente dos EUA telefonou ao New York Post para sustentar que Espanha é uma aliada problemática e que o Reino Unido deveria apoiar a ofensiva contra Teerã.

Segundo Trump, a Espanha é uma “perdedora” e não cumpre o que deveria, afirmando que o país se mostra hostil à OTAN. O ataque surge 48 horas após ele dizer que Espanha seria um parceiro terrível e que poderia haver embargo por uso das bases de Morón e Rota.

A posição de Madrid tem sido defendida pelo governo espanhol. O ministro dos assuntos exteriores, José Manuel Albares, negou qualquer mudança na posição sobre a guerra no Oriente Médio e o uso das bases, reiterando que operações devem ocorrer dentro de acordos bilaterais e do marco das Nações Unidas.

Na prática, a polêmica envolve a divergência entre a Casa Branca e o Palácio de La Moncloa sobre cooperação militar na região. Albares insistiu que a posição espanhola é clara e não admite uso das bases fora do acordo existente. Pedro Sánchez também reafirmou a mensagem de não apoiar a guerra, em discurso institucional.

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