- A humorista brasileira Fernanda Arantes afirmou que uma colaboradora da Lufthansa recusou atendimento após ver sua nacionalidade brasileira, em Berlim.
- Ela chegou cedo ao Aeroporto de Berlim para resolver pagamento de mala extra, mas não teve sucesso e descreveu comportamento agressivo da funcionária.
- Fernanda disse que a comissária afirmou que não a atenderia mais por ser brasileira, dizendo para ela “pega as suas coisas e volta para o seu lugar”.
- A Lufthansa informou que está ciente da situação, abriu investigação e pediu mais detalhes; Fernanda precisou acionar a polícia após não obter apoio suficiente.
- Em acordo extrajudicial, a Lufthansa ofereceu 300 euros pelos prejuízos e enviou uma minuta para evitar divulgação; Fernanda pretende doar o dinheiro a um centro de refugiados em Berlim e cobra reconhecimento do ocorrido pela companhia.
Fernanda Arantes, humorista brasileira que vive em Berlim, relatou episódio de preconceito por parte de funcionária da Lufthansa ao tentar embarcar no voo para o Brasil. Segundo ela, a recusa ocorreu após a atendente perceber sua nacionalidade brasileira, no Aeroporto de Berlim.
A vítima chegou cedo ao aeroporto para resolver a cobrança de mala extra, mas não obteve atendimento satisfatório no guichê. Ao tentar falar com a comissária no interior da aeronave, Fernanda percebeu tratamento agressivo e afirmou que foi desrespeitada pela insistência em falar da sua posição na classe econômica, apesar de estar em conversa em alemão.
Relatos indicam que, após a identificação da nacionalidade no passaporte, a comissária afirmou que não atenderia mais a passageira, orientando-a a retornar ao seu assento. Em resposta, Fernanda ressaltou o desconforto com a atitude e com a forma como foi tratada.
Reação da Lufthansa
A companhia respondeu aos relatos, informando ter ciência do caso e mantendo contato direto com a passageira para esclarecer a situação. Em comunicação publicada, a Lufthansa disse que leva as preocupações a sério e que uma apuração cuidadosa está em andamento.
Em meio à repercussão, Fernanda afirma ter buscado apoio junto à polícia após não receber assistência adequada dos funcionários da empresa. A reportagem não conseguiu confirmar, até o momento, informações sobre registro de ocorrência.
Acordo extrajudicial
Após o caso ganhar destaque, a Lufthansa enviou uma mensagem reconhecendo o ocorrido e ofereceu uma indenização de 300 euros pelos prejuízos. Também foi encaminhada uma minuta para formalizar um acordo extrajudicial com o objetivo de evitar divulgação adicional do episódio.
Fernanda disse que pretende destinar os recursos recebidos a um centro de refugiados em Berlim e cobrou que a companhia reconheça publicamente o tratamento considerado preconceituoso. A jovem afirmou que segue buscando Justiça.
À CNN Brasil, a Lufthansa reiterou que está ciente da situação e reforçou que a avaliação está em curso, destacando o compromisso com a apuração das preocupações apresentadas.
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