- A guerra entre Estados Unidos/Israel e Irã chega a sete dias, com fechamento de espaço aéreo e interrupção do tráfego pelo Estreito de Hormuz, atrasando remessas humanitárias.
- Gaza e Sudão veem a ajuda reduzir drasticamente; custos operacionais sobem, com empresas pedindo sobretaxas de cerca de US$ 3.000 por contêiner.
- O hub humanitário de Dubai enfrenta dificuldades para movimentar itens para rotas de trânsito, incluindo o porto de Jebel Ali, atingido por destroços de um mísseil.
- Tendas, lonas e lâmpadas para Gaza e Cisjordânia ficam retidas na cadeia de suprimentos; a IFRC mantém um estoque de cerca de 10 milhões de francos suíços em Dubai.
- A Organização Mundial da Saúde relata operações em Dubai congeladas, com cinquenta pedidos de emergência de vinte e cinco países afetados, e a UNICEF busca priorizar voos de itens perecíveis.
O conflito entre EUA e Israel contra o Irã entra no sétimo dia e vem estreitando rotas humanitárias aéreas, marítimas e terrestres. Tall de interrupções em espaço aéreo e o fechamento do estreito de Hormuz atrasam envios de ajuda a Gaza, Sudão e outros locais com crises severas.
Oito profissionais da área humanitária afirmam à Reuters que o gasto com operações está aumentando, pressionando orçamentos já reduzidos por cortes de doadores. Navios enfrentam sobretaxas emergenciais que chegam a cerca de 3 mil dólares por contêiner.
Tendas, lonas e lampiões destinados aos territórios palestinianos sob ocupação israelense ficam retidos na cadeia de suprimentos, informou a IOM. A situação agrava a lentidão de entregas de itens básicos de assistência.
Dubai aid hub hampered by air and sea restrictions
Grupos humanitários afirmam que os custos operacionais sobem em meio a cortes de doadores e dificuldades logísticas. A ICRC e outras organizações enfrentam obstáculos para mover estoques de Dubai para rotas de trânsito ou para o Golfo.
O arquipélago de Dubai abriga centros de distribuição e um estoque emergencial de 10 milhões de francos suíços, segundo Cecile Terraz, da IFRC. A organização enfrenta impedimentos para transferir itens ao porto de Jebel Ali.
A WHO também confirma operações congeladas em seu hub regional, prejudicando pedidos de emergência de 25 países e ações como campanhas de vacinação contra poliomielite. O efeito dominó pode ampliar déficits de apoio.
Sudão, atingido pela fome, sofre restrições adicionais desde 28 de fevereiro no Canal de Suez e no Estreito de Bab el-Mandeb. A UNHCR aponta que parte da carga segue por rotas alternativas, levando até três semanas a mais.
A UNICEF alerta para impacto em crianças e desemprego de cadeias de suprimentos críticas. Em meio a essas restrições, a gestão de logística busca priorizar itens de alto risco, como alimentos e vacinas.
A Organização Mundial da Saúde e a UNICEF ressaltam a necessidade de manter operações básicas para evitar interrupções maiores em ajuda humanitária, apesar das dificuldades no trânsito regional.
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