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Confronto diplomático tenso com o Kremlin

Ex-veterano da CIA detalha o arsenal de espionagem russo e alerta: o RIS permanece uma ameaça real, exigindo ações ocidentais mais eficazes

A person is seen through photographs of prisoners at a former KGB prison, now a museum, in Vilnius, Lithuania, in 2015.
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  • O livro Delphic, do veterano da CIA Sean Wiswesser, detalha três décadas de carreira e o objetivo de neutralizar as RIS (Russian Intelligence Services).
  • O texto descreve o modo de atuação dos espiões russos, com ênfase em “illegals” recrutados no exterior e em técnicas como disfarces, operações de dormência e uso de áreas rurais para esconder material secreto.
  • Apesar dos enormes recursos, o autor sustenta que muitos spies russos no exterior são indisciplinados, ineficazes e muitas vezes dependentes de erro humano.
  • Os serviços de inteligência russos operam na zona cinza, com ciberataques, desinformação e uso de agentes- substitutos, incluindo tentativas de interferência em eleições.
  • A conclusão central é que a Rússia continua sendo uma ameaça relevante para os Estados Unidos e aliados, exigindo respostas mais decisivas para conter suas ações.

Sean Wiswesser, veterano da CIA, lança Delphic, seu primeiro livro, que descreve três décadas de atuação de Estados Unidos e aliados contra os serviços de espionagem russos. O texto traça o que o RIS busca, como atua e por que persiste a ameaça de Moscou.

O livro oferece visão interna sobre técnicas de espionagem, incluindo o uso de locais rurais para esconder material e a vigilância diária de agentes russos em missões diplomáticas. Wiswesser também menciona monitoramento digital de traços para identificar comportamentos suspeitos.

Wiswesser cita falhas comuns entre os agentes russos no exterior, desde recrutamento até aposentadoria, destacando corrupção, abuso e priorização de despesas. O autor descreve episódios de negligência e motivação financeira entre os chamados ilegais.

Casos e avaliações

O autor analisa operações de 2010 envolvendo uma leva de espionas russas nos EUA, destacando Anna Chapman como exemplo de desempenho aquém do ideal, com falhas em canais de comunicação e uma atuação pouco eficaz diante de estratégias de endurecimento do FBI.

O livro também relata um erro notório de um agente que ligou de forma insegura para os illegals, expondo a operação. Segundo Wiswesser, tais lapsos demonstram complacência entre alguns agentes e uma ausência de disciplina típica de missões bem executadas.

Wiswesser afirma que, no conjunto, espiões russos no exterior costumam ser, em sua visão, principalmente ineficientes, ao passo que a história de 1991 em diante mostra que, para a maioria dos esforços, a vantagem permanece com as nações ocidentais mediante estratégias de contrainteligência.

Implicações e leitura estratégica

O autor sustenta que a Rússia continua a ver os EUA como adversário principal, mantendo capacidades significativas, como o maior arsenal nuclear e uma força convencional capaz de pressionar a Europa. O RIS investe recursos em inteligência para manter influência.

Casos históricos, como Herman Simm e attacker com links a redes internacionais, ilustram como defesas ocidentais foram afetadas por infiltrações, de modo que a cooperação entre países permanece essencial para mitigar riscos.

Wiswesser ressalta ainda o uso de agentes de aluguel e operações de dissuasão por meio de ciberataques, desinformação e sabotagem, atuando em nível abaixo de guerras abertas. O livro aponta a necessidade de maior vigilância e cooperação entre serviços de inteligência.

Conclusões do autor

O veterano não busca romantizar o adversário. A análise sublinha que a ameaça permanece real, com agentes que circulam discretamente pela esfera pública. A mensagem central é que aumentar a cautela e aprimorar técnicas de contrainteligência pode reduzir riscos e avançar a estabilidade internacional.

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