- Teerã sofreu nesta sexta-feira a pior onda de bombardeios desde o início da guerra, com explosões no leste da cidade e bombardeios que ocorreram de forma intensa de madrugada.
- Isfahan e Shiraz também foram atingidas, mas em menor intensidade; a capital continua sendo o alvo principal.
- O exército de Israel afirmou ter iniciado uma “nova fase” de ataques, mirando a infraestrutura do regime e centros de defesa, incluindo supostamente o bunker do líder supremo.
- Observatórios indicam que os ataques visam instalações industriais de defesa e produção de mísseis; o saldo de vítimas em Irã já passa de 1.332, segundo a agência semioficial Fars.
- Civis relataram deslocamentos dentro do país, com presença de postos de controle e maior vigilância, enquanto a região vive deslocamentos de moradores em meio aos bombardeios.
Teerã sofreu neste sexta-feira o pior bombardeio durante o conflito entre Israel e EUA desde o início da operação. O ataque teve como alvo a capital iraniana e também atingiu cidades como Isfahán e Shiraz. As explosões ocorreram na madrugada local, com relatos de dezenas de explosões e reforços de forças de segurança no terreno.
Pelo menos parte da população descreveu o ataque como intenso, com explosões que abalaram áreas centrais e periféricas da cidade. Moradores relataram que o este de Teerã foi atingido com explosões frequentes, e que aviões sobrevoavam em baixa altitude. Em áreas urbanas, centenas de pessoas sentiram o impacto direto das explosões.
Centros estratégicos do regime foram citados como alvos, incluindo instalações associadas ao poder, como o complexo ligado ao líder supremo. Informações de agências espanholas e internacionais apontam que o objetivo seria degradar a infraestrutura do governo e, segundo observatórios, reduzir a capacidade de resposta iraniana.
Isfahán, no centro, também registrou uma intensificação dos ataques. Em relatos de residentes, as explosões se aproximaram mais da área urbana, aumentando a sensação de insegurança entre a população. Em Shiraz, sul do país, os impactos foram relatados, ainda que com menor intensidade comparada à capital.
Analistas destacam que o episódio pode sinalizar uma nova fase do conflito. O Instituto de Estudos de Guerra dos EUA aponta que os ataques podem mirar bases de defesa iranianas e instalações industriais de produção de mísseis. A avaliação enfatiza que os ataques já atingiram múltiplas frentes desde o início da ofensiva.
No âmbito regional, países produtores de petróleo manifestaram preocupação com o impacto de uma escalada. O Qatar sugeriu que a interrupção de produção poderia elevar o preço do petróleo, o que alimenta pressões econômicas globais. Entidades de monitoramento indicam que ataques ocorreram também em outros países da região.
A ofensiva internacional resultou em respostas de defesa mútua, com relatos de interceptação de mísseis balísticos e drones na região do Golfo. Do lado iraniano, houve registro de ataques em território iraquiano próximo a bases americanas, enquanto no território israelense houve ações de defesa contra aeronaves não tripuladas.
A vida cotidiana em Teerã permanece sob pressão. Supermercados e serviços online continuam operando, mas com preços pressionados pela inflação. Muitos moradores estão deixando a cidade, enquanto outros permanecem, enfrentando controle de segurança ampliado e medidas de vigilância reforçada.
Fontes e especialistas ressaltam que as informações sobre danos e vítimas variam entre relatos oficiais e observadores internacionais. A apuração continua em várias cidades iranianas, com atualização constante sobre emergências, danos a infraestrutura e desdobramentos da guerra.
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