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Trump rejeita acordo e exige rendição incondicional do Irã

Trump exige rendição incondicional do Irã para encerrar conflito; guerra se espalha pelo Oriente Médio, impactando energia e risco humanitário global

O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que só haverá fim da guerra com a “rendição incondicional” do Irã, em postagem na Truth Social.
  • A ofensiva entre EUA e Israel, iniciada no fim de semana, se espalhou pelo Oriente Médio, com retaliações de Teerã e ataques a alvos iranianos.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu interromper os combate e iniciar negociações diplomáticas sérias, alertando para riscos à economia mundial e à população civil.
  • Em Teerã, houve explosões fortes nesta sexta-feira, com relatos de intensa atividade militar e dezenas de mortos registrados pela agência iraniana Irna; o total não pôde ser verificado pela AFP.
  • O conflito também atingiu o Líbano e o Golfo, com milhares de deslocados no Líbano e ataques a bases na região; autoridades locais apontam riscos de catástrofe humanitária.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 6, que só haverá fim da guerra com o Irã mediante rendição incondicional. A declaração foi publicada na plataforma Truth Social, quase uma semana após o início do conflito no Oriente Médio.

A escalada começou no fim de semana, após ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Teerã respondeu com retaliações, ampliando o confronto para além da região e afetando setores de energia e transporte mundial.

Em resposta, a ONU alertou para risco elevado à população civil e à economia global, incentivando um cessar-fogo e negociações diplomáticas sérias. O secretário-geral Antonio Guterres pediu medidas para interromper os combates.

Teerã e Teorias sobre ataques

Em Teerã, novas explosões no leste da cidade foram registradas na tarde de hoje, em meio a fortes bombardeios. Jornalistas da AFP descreveram fumaça densa sobre prédios da capital. Milhares foram às ruas na sexta-feira de oração.

A Arábia Saudita e o Catar disseram ter repelido ataques com drones e mísseis contra bases aéreas. No Bahrein, um hotel também foi atingido. O Irã contabilizava, segundo a agência Irna, mais de 1.200 mortos desde o início do conflito; a AFP não confirmou a cifra.

Desdobramentos no Líbano e no Golfo

O Líbano permanece sob pressão, com o Hezbollah intensificando ataques a Israel. A BBC informou que as forças israelenses afirmam ter atingido centenas de alvos no Líbano desde segunda-feira. Estimativas de deslocados apontam para cerca de 300 mil pessoas no país vizinho.

No Golfo, várias exportadores enfrentam impactos logísticos. O preço do petróleo subiu e a navegação no Estreito de Ormuz, vital para o suprimento global, segue sob tensão após declarações de controle total por parte do Irã.

Investigação e balanços

A comunidade internacional acompanha ainda uma investigação sobre o bombardeio de uma escola em Minab, no Irã, no primeiro dia do conflito. O New York Times mencionou a possibilidade de responsabilidade norte-americana, que ainda não foi assumida por qualquer parte.

Segundo a ONU, a violência atual pode se deteriorar rapidamente sem negociações. O cenário segue incerto, com a continuidade de ataques entre várias frentes e acusações mútuas entre as partes envolvidas.

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