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Conversa entre Lula e Trump é amigável, sem imposições, diz Mauro Vieira

Brasil defende multilateralismo e solução pacífica de crises; ministro Mauro Vieira aponta diálogo com EUA, Venezuela e Irã como base da política externa

El canciller Mauro Vieira, en el Palacio de Itamaraty, en Río de Janeiro, este viernes.
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  • O ministro Mauro Vieira afirmou que as conversas entre o presidente Lula e Donald Trump são muito amigáveis, sem imposições, e que há diálogo entre os governos.
  • O Brasil defende multilateralismo, ONU e o direito internacional; critica a intervenção na Venezuela e a abertura de conflitos no Oriente Médio, destacando a importância de soluções pela via diplomática.
  • Lula deve visitar Washington para encontro com Trump, e, em abril, viajar a Barcelona para reunião com o presidente espanhol, Pedro Sánchez; o país mantém diálogo com os EUA sem abrir mão de seus interesses.
  • Brasil vê como essencial a participação de todas as forças políticas venezuelanas no debate e considera que o povo venezuelano deve decidir sobre eleições; também aponta que Maduro deveria responder judicialmente conforme a lei venezolana.
  • O governo apoia Michelle Bachelet para liderar a Organização das Nações Unidas, com Chile e México, destacando o mérito da candidatura feminina e a necessidade de liderança regional na ONU.

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, reforçou que o governo mantém uma linha de diálogo multilateral para lidar com tensões internacionais. Em entrevista ao jornal espanhol El País, ele descreveu as conversas entre Lula e Trump como amistosas e sem imposições.

O chanceler foi questionado sobre intervenções militares e ressaltou o compromisso brasileiro com ONU, não intervenções. Ele criticou o que chamou de invasão na Venezuela e mencionou a frustração com agravamentos no Oriente Médio, destacando o papel mediador de Omã.

A entrevista ocorreu no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, sede da diplomacia brasileira. Vieira participou de uma rodada de contatos que inclui visitas de Lula a Washington e a Barcelona, previstas para este ano, com foco em cooperação regional.

Sobre Maduro, Vieira manteve que o Brasil defende o devido processo internacional e a responsabilização dentro do marco legal venezuelano. A posição enfatiza o retorno de figuras políticas ao debate democrático interno.

Quanto às relações Brasil-Estados Unidos, o ministro afirmou que o país mantém diálogo ativo com Washington em várias áreas, inclusive com o secretario de Estado atual. O objetivo é aprofundar cooperação contra crime organizado e violência transnacional.

No cenário regional, Vieira ponderou que a relação com China segue estável, ressaltando a importância comercial do gigante asiático para o Brasil. Ele destacou que a cooperação não deve inviabilizar parcerias com outros países.

Sobre o eventual acordo com Trump, o chanceler disse que as conversas têm sido produtivas, sem impor condições. Lula e Trump já discutiram temas de interesse comum, com a estratégia de preservar espaços de negociação.

O ministro comentou também a participação de líderes latino-americanos em eventos nos EUA, afirmando que o governo brasileiro acompanha o ritmo diplomático e reforça a busca por soluções multilaterais para crises globais.

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