- Donald Trump recebeu, em Doral, na Flórida, líderes latinos de direita; o Brasil foi citado como esperado na Casa Branca.
- O presidente disse, via Truth Social, que o Irã “se rendeu” e prometeu não atacar mais os vizinhos; avaliou o desempenho do seu exército no Oriente Médio com nota de quinze.
- O objetivo do encontro foi criar uma coalizão contra o tráfico de drogas; Trump classificou cartéis como “câncer na sociedade” e disse que os países podem agir onde houver criminosos.
- Estiveram presentes governos alinhados aos EUA, como Argentina, El Salvador, Costa Rica e Paraguai; Chile não enviou o presidente Gabriel Boric, e José Kast participou; Trump elogiou que Rubio fala espanhol e afirmou não querer aprender outro idioma.
- Sobre o Brasil e outros países ausentes, Trump disse que tem boa relação com Lula e que adoraria recebê-lo; EUA e Brasil trabalham juntos no combate ao tráfico, segundo a porta-voz Amanda Roberson, com cooperação entre a DEA e a Polícia Federal; no ano passado, foram apreendidas mais de setenta toneladas de cocaína e mais de quarenta milhões de bens de grupos criminosos foram confiscados.
Doral, Flórida – Donald Trump reuniu neste sábado em Doral líderes latino‑americanos alinhados com a sua pauta de direita. A cúpula ocorreu no mesmo fim de semana em que o presidente norte‑americano disse, via Truth Social, que o Irã se rendeu após ataques realizados há uma semana a alvos no Irã. O encontro teve como foco a formação de uma coalizão contra o tráfico de drogas e o papel de países parceiros na região.
O evento contou com a presença de representantes de Argentina, El Salvador, Costa Rica e Paraguai. Do Chile, quem participou foi José Kast, que assume a presidência em quatro dias, em substituição a Gabriel Boric. Trump elogiou colaboradores que falam espanhol e ressaltou vínculos com os presentes, ao mesmo tempo em que indicou uma relação de “mão dupla” com quem é aliado dos EUA.
Antes da abertura, Trump passou a noite em um hotel de sua propriedade, de onde seguiu para a Casa Branca antes de viajar a Doral. Questionado sobre o México, a Colômbia e o Brasil, o presidente sinalizou evitar confronto, mencionando boa relação com Lula e o desejo de recebê‑lo na Casa Branca no futuro.
Cooperação no combate ao tráfico
Segundo a porta‑voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, EUA e Brasil mantêm parcerias em andamento no enfrentamento de organizações criminosas. Ela citou cooperação entre a DEA e a Polícia Federal brasileira, com resultados expressivos no ano anterior: mais de 70 toneladas de cocaína apreendidas no Brasil e o bloqueio de ativos de grupos criminosos que somam mais de 40 milhões de dólares.
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