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Cuba, próximo alvo de Donald Trump

Trump afirma que Cuba está nos seus últimos momentos e mira acordo; EUA intensificam pressão diplomática e estudam sanções

Trump tras bajar del Air Force One, este sábado, en Miami.
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  • Donald Trump disse que Cuba está em seus últimos momentos tal como é hoje e que o regime deverá negociar um acordo com os Estados Unidos.
  • Em evento em Doral, próximo a Miami, o presidente apresentou a ideia de uma nova aliança regional e afirmou que mudanças na ilha acontecerão, mantendo o foco na guerra com Irã.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, deve liderar as negociações com Cuba, com a presença de Raúl Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, como possível representante cubano.
  • O Departamento de Justiça criou um grupo de trabalho para investigar possíveis crimes federais de funcionários ou entidades do governo cubano, o que pode abrir caminho para novas sanções.
  • O governo cubano passa a sofrer pressão econômica dos EUA, com a permissão para combustíveis norte-americanos no setor privado cubano, enquanto a Ecuador expulsou a missão cubana em Quito.

Donald Trump intensificou neste fim de semana o discurso sobre Cuba, afirmando que a ilha está “em seus últimos momentos” e que precisa negociar um acordo com os Estados Unidos. As declarações vieram no contexto de agenda de diplomacia regional.

Segundo a pauta, o presidente americano destacou que a mudança em Cuba dependeria de um acordo que substitua o atual sustento econômico, mantido em parte pela Venezuela. O alvo é a transformação política na região, segundo ele, após intervenções sobre outros países.

O local da fala foi o club de golf em Doral, próximo a Miami, onde organizou um encontro com aliados e anunciou a criação de uma coalizão militar para combater o narcotráfico na região.

Trump reforçou que, segundo ele, o regime cubano não sobreviveria sem o apoio econômico venezuelano e que o regime estaria aberto a negociações. Em seus relatos, o presidente mencionou que acompanha de perto o desenrolar do diálogo, sob liderança do secretary of state Marco Rubio.

Raúl Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, foi citado como possível representante cubano nas conversas, segundo reportes de veículos dos EUA. A Casa Branca não confirmou o envolvimento direto de autoridades cubanas, apenas sinalizou a abertura para negociações.

Ainda segundo o governo americano, não houve menção a uso de força para mudar o regime cubano. A estratégia atual seria econômica e diplomática, com pressão sobre Havana e apoio a mudanças estruturais na ilha.

Ao longo das últimas semanas, medidas recentes já haviam sinalizado o aperto americano. Em 25 de fevereiro, Washington autorizou o fornecimento de combustíveis aos setores privados da ilha, apesar do embargo vigente por mais de seis décadas. Uma “tomada de controle amistosa” também foi mencionada pelo governo.

Paralelamente, o Departamento de Justiça dos EUA formou um grupo de trabalho para avaliar possíveis imputações federais contra autoridades ou entidades do governo cubano, sinalizando novas sanções. A estratégia guarda semelhanças com ações adotadas contra o governo de Nicolás Maduro no ano anterior.

Países latino-americanos aliados de Trump também têm intensificado pressões sobre Havana. O Ecuador expulsou a missão cubana em Quito e anunciou uma operação conjunta com os EUA contra narcoterrorismo, reforçando o alinhamento regional com a administração de Washington.

Em declarações recentes, Trump destacou que os próximos passos devem priorizar Irã antes de avançar sobre Cuba, mas confirmou que o tema cubano permanece na agenda. O objetivo declarado é induzir mudanças políticas por meio de pressões econômicas e diplomáticas.

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