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Espanha entra na disputa por projeto de US$ 5 bilhões para recriar a Lua

Espanha ingressa na disputa pelo Moon World Resorts, US$ 5 bilhões, mirando a maior esfera turística do mundo, com hotel de quatro mil quartos e até dez milhões de visitantes por ano

Recriação do complexo Moon World Resorts: uma megaconstrução esférica com uma Lua artificial em seu interior que pretende se tornar o maior edifício esférico do mundo
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  • Espanha entrou na disputa com outros dez países para sediar o projeto Moon World Resorts, que prevê uma Lua artificial de 312 metros de altura e 271 metros de diâmetro, com investimento estimado em US$ cinco bilhões.
  • O complexo incluiria hotel com 4.000 quartos, espaços residenciais de luxo, centros de convenções e uma recriação imersiva da superfície lunar, em quase 200 hectares, com capacidade para até 10 milhões de visitantes por ano.
  • A esfera centralizaria o empreendimento, com simulação da superfície da Lua na parte superior; podem haver aplicações como ambiente de treinamento para agências espaciais, mas detalhes de gravidade ainda não foram definidos.
  • O modelo financeiro prevê a pré-venda de cerca de 10.000 unidades residenciais distribuídas entre torres e estruturas secundárias; o custo do terreno fica fora do orçamento informado.
  • A decisão depende de agilidade regulatória, disponibilidade de terreno, incentivos fiscais, apoio institucional e capacidade de investimento; China e Emirados Árabes Unidos partem com vantagem, mas a Espanha traz infraestrutura e turismo consolidado; se tudo der certo, a primeira Lua poderia ser inaugurada em 2032.

A Espanha entrou na disputa para sediar o projeto Moon, uma aposta de US$ 5 bilhões que prevê recriar a Lua em terra firme. A iniciativa envolve dez países, incluindo Brasil, Emirados Árabes, China, Estados Unidos, Índia e Austrália. A proposta é liderada pela Moon World Resorts, de origem canadense.

Se viável, a estrutura seria a maior esfera já construída, com 312 metros de altura e 271 metros de diâmetro. A ideia é criar um ícone turístico global, rivalizando com a Sphere de Las Vegas, que hoje é a maior esfera existente.

O projeto Moon envolve um complexo de quase 200 hectares, com um hotel de 4.000 quartos, residências de luxo, espaços para convenções e uma recriação imersiva da superfície lunar. O custo estimado é de US$ 5 bilhões, sem contar o terreno.

Participantes e critérios de escolha

A escolha do país anfitrião dependerá de agilidade regulatória, disponibilidade de terreno, incentivos fiscais, apoio institucional e capacidade de investimento local. China e Emirados partem com vantagem por velocidade administrativa e robustez financeira.

A Espanha concorre ao lado de EUA, Índia, Austrália, Brasil e outros. O ambiente regulatório espanhol pode acelerar licenciamentos, desde que não haja entraves administrativos prolongados.

Detalhes do projeto e usos

A esfera central funcionaria como a peça marcante do complexo, incluindo uma simulação da superfície lunar na parte superior. Possíveis aplicações incluem uso como ambiente de treinamento para agências espaciais, embora detalhes técnicos ainda estejam em estudo.

O plano diretor prevê 20 torres ao redor, ligadas por passarelas, além de 16 esferas secundárias e áreas residenciais premium. O complexo também incluiria centro de convenções, áreas de lazer e integração de transporte.

O projeto pode receber até 10 milhões de visitantes por ano, com cerca de 2,5 milhões atraídos pela experiência lunar. Em paralelo, a Moon menciona potencial uso como vitrine de branding territorial para o país anfitrião.

Cronograma e status atual

A Moon World Resorts trabalha há anos com versões do projeto, ainda sem localização definida ou financiamento garantido. Caso o cronograma seja mantido, a primeira “Lua” poderia ser inaugurada em 2032, dependendo de licenças, acordos e estabilidade política.

A proposta combina turismo, tecnologia imersiva e arquitetura icônica em busca de um novo tipo de experiência turística. O projeto não se limita a hotelaria temática, apresentando um modelo de negócios que envolve pré-venda de unidades residenciais.

Fonte: reportagem publicada originalmente na Forbes.es.

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