- Israel atacou quatro depósitos de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos perto de Teerã e Alborz, provocando grandes incêndios e chuva ácida que atingiu a capital.
- A explosão causou nuvens de fumaça e deixou poços de água contaminados por hidrocarbonetos e gases, segundo autoridades iranianas.
- o governo iraniano afirma que ataques a infraestruturas energéticas abrem uma fase perigosa da guerra e promete responder de forma semelhante.
- o ministro das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de terem atacado uma planta de dessalinização na ilha de qeshm, com água necessária para pelo menos trinta localidades.
- Há tensões internacionais e regionais, com a liga árabe convocando reunião de emergência e países da região receando uma coalizão árabe contra iran, caso os ataques continuem.
Israel iniciou ataques contra infraestruturas energéticas e de abastecimento no Irã, atingindo depósitos de petróleo e uma unidade de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerã e Alborz. Teerã atribui os ataques a ações de Israel na noite anterior. A agressão provocou incêndios, explosões e emissão de poluentes na capital iraniana.
Segundo a IRNA, o diretor executivo da Companhia Nacional Iraní de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami, confirmou os bombardeios. O ataque resultou na liberação de hidrocarbonetos e na emissão de gases tóxicos, com efeito visível de fumaça no céu de Teerã.
A poucas horas, o governo iraniano apontou que houve também ataques a uma planta de desalinização na ilha de Qeshm, no golfo Pérsico, conforme declaração do ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi. Irã diz que o episódio envolve Estados Unidos e Israel e pode representar uma escalada na guerra.
Reações e desdobramentos
A chancelaria iraniana qualificou os ataques como uma fase perigosa da ofensiva, acusando os atacantes de violar o direito humanitário. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que responderão de forma análoga, ampliando a retórica de retaliação.
Diante da escalada, o comando israelense informou que ataques contra a infraestrutura petrolífera iraniana não visavam o povo do Irã. Ainda assim, há riscos de maior atrito regional, com a possibilidade de alianças entre países da região pressupondo ações contra alvos iranianos.
No âmbito internacional, a Liga Árabe convocou uma reunião de emergência para tratar ataques contra Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar e a Arábia Saudita, após pressões por parte de Arábia Saudita. Analistas destacam temores de coalizões que apoiem ações contra o Irã.
Contexto técnico e econômico
Os ataques contra a indústria petrolífera iraniana atingem um componente central da economia do país, que depende do petróleo para cerca de um quarto de suas receitas. Autoridades iranianas relataram também novas restrições de combustível em Teerã, sob alegação de reforçar a segurança da capital.
Entre os insumos de guerra, surgiram discussões sobre o uso de drones e mísseis e a possível ampliação de ataques a outras infraestruturas civis. Analistas apontam que a situação pode afetar mercados globais de energia se persistir a escalada.
Contexto regional
O Irã já manteve posições firmes em defesa de suas redes de energia e de água. Oficialmente, o governo iraniano enfatiza que continuará suas operações contra alvos percebidos como ameaças, reiterando que a resposta será proporcional. A comunidade internacional acompanha com cautela a evolução do conflito.
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