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Morre David Morales, ex-militar espanhol acusado de espionagem para a CIA

David Morales, ex-militar e dono da UC Global, morre antes do início do julgamento por espionagem a Assange para a CIA

David Morales, directo y propietario de UC Global.
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  • Morreu David Morales, ex-militar e proprietário da UC Global SL, vítima de uma doença, pouco antes do início do julgamento.
  • O processo envolve a UC Global e o chefe de operações, Michel Gaston Walleqmac, com acusações ligadas à espionagem de Julian Assange para a CIA.
  • A Audiencia Nacional planejava realizar a vista oral após seis anos de investigação, com penas previstas de treze e vinte anos, respectivamente, para Morales e para outros.
  • Em vinte de agosto de 2017, a empresa instalou câmeras com áudio na Embaixada do Equador em Londres para gravar conversas de Assange; as gravações teriam sido entregues a um suposto cliente americano, ligado à CIA.
  • Morales também enfrentava ação no Juzgado de Instrucción número 43 de Madrid por falsidade documental e estafa processual, sob liberdade provisória até então.

David Morales, ex-militar e proprietário da UC Global SL, morreu vítima de uma doença, segundo comunicado publicado pela própria empresa na rede LinkedIn. Morales era acusado de liderar uma empresa de segurança com sede em Jerez de Frontera, na Espanha, e respondia a processos ligados a supostos atos de espionagem.

A morte ocorreu em um momento de expectativa pelo julgamento da Audiencia Nacional contra a UC Global e o chefe de operações, Michel Gaston Walleqmac. A defesa de Julian Assange pedia penas de até 5 anos de prisão, enquanto a fiscalía requeria cerca de 3,5 anos para os réus, em um caso relacionado a supostos crimes de descoberta e revelação de segredos, organização criminosa, coação, falsidade documental e posse ilícita de armamento.

Ao longo de seis anos de apuração, as investigações se intensificaram após revelações públicas sobre gravações feitas pela empresa. A UC Global era responsável pela segurança da Embaixada do Equador em Londres entre 2012 e 2018. Em 2017, funcionários teriam instalado câmeras com áudio para gravar conversas de Assange com advogados, médicos e visitantes, supostamente fornecendo as gravações a um cliente americano, identificado pela imprensa como a CIA.

As investigações foram desencadeadas em 2019, após reportagem do diário El País que revelou os áudios e vídeos. Morales foi detido somente após as revelações, mantendo-se, até então, em liberdade provisória. Em paralelo, o Judiciário espanhol também abriu processo contra Morales por falsificação documental e estafa processual, acusando-o de adulterar documentos para se defender no âmbito da Operação relacionada ao caso Assange.

Desenvolvimento do caso

O processo envolve ainda Rafael Correa, ex-presidente do Equador, que também foi alvo de investigações no âmbito do mesmo esquema de espionagem. Correa claimou ter sido espionado pela empresa de Morales e pediu, assim como Assange, a responsabilização de Morales com pena de 13 anos de prisão. As informações indicam que a empresa operava a segurança da embaixada em Londres e que as atividades teriam gerado controvérsia internacional.

A vigilância captou diálogos de Assange com diferentes interlocutores, levando autoridades britânicas e espanholas a abrir apuração sobre possíveis violações de privacidade e de leis de espionagem. O caso segue em tramitação, com instrução judicial em curso na Espanha e eventuais desdobramentos pendentes.

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