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Queda da ajuda global agrava desigualdades de gênero em 8 de Março

Redução de recursos dos Estados Unidos em 2025 agrava desigualdades de gênero, limitando saúde, educação e Justiça para mulheres, segundo ONGs

O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Kenny Holston/AFP
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  • O financiamento americano para a defesa dos direitos das mulheres caiu 94% em 2025, e a ajuda europeia também recuou, ampliando desigualdades e limitando acesso a saúde e contracepção.
  • Segundo a ONU, uma em cada três organizações de defesa dos direitos das mulheres suspendeu ou fechou programas contra violência de gênero por causa da queda de ajuda internacional; apenas 5% acredita que continuará por mais de dois anos.
  • Organizações pedem que a França, presidente do G7, adote e implemente uma diplomacia feminista, assegurando financiamento a movimentos feministas.
  • A ONU aponta que nenhum país tem plena igualdade jurídica; mulheres têm 64% dos direitos legais dos homens; em 54% dos países o estupro não é definido com base no consentimento, e o casamento infantil é permitido em quase três quartos do mundo.
  • No aspecto econômico, 45% dos estados não possuem leis de igualdade salarial; em 70% dos países as mulheres enfrentam mais obstáculos para acessar a Justiça, e a eliminação das disparidades jurídicas pode levar 286 anos.

O 8 de Março de 2026 marca um agravamento das desigualdades de gênero devido ao recuo da ajuda internacional. Estados Unidos cortaram drasticamente o financiamento à defesa dos direitos das mulheres em 2025, com redução de 94%. A Europa também registrou queda, ampliando o desafio de organizações da sociedade civil.

Essa redução de recursos atinge diretamente iniciativas comunitárias e projetos de saúde, contracepção e emancipação econômica feminina. Especialistas ouvidos pela RFI apontam que menos apoio financeiro reduz a participação das mulheres no espaço público e compromete oportunidades de renda autônoma.

Acordos multilaterais ganham importância no debate. Associadas a direitos das mulheres destacam a necessidade de uma diplomacia feminista mais efetiva, com financiamento estável aos movimentos feministas e maior atuação em foros internacionais. França, que preside o G7, é citada como exemplo de compromisso a ampliar esse alinhamento.

Segundo estudo da ONU Mulheres, financiamentos recuaram e obrigaram uma em cada três ONGs a suspender ou fechar programas contra a violência de gênero. Apenas 5% acreditam que manterão atividades por mais de dois anos, diante do cenário de cortes.

A ONU destaca que a desigualdade jurídica persiste globalmente. Em média, 64% dos direitos legais são garantidos às mulheres em comparação aos homens. Em muitos países, direitos básicos como posse de bens, divórcio ou trabalho ainda dependem de autorizações masculinas.

No âmbito jurídico, 45% dos Estados não possuem leis que assegurem salário igual para trabalho igual. Mesmo com normas, a implementação costuma faltar, o que faz com que, em 70% dos países analisados, mulheres enfrentem maiores barreiras à Justiça.

A Organização Internacional alerta que, mesmo com avanços, a distância para a igualdade jurídica é extensa. Com o ritmo atual, estima-se que levará décadas para reduzir drasticamente as disparidades legais entre mulheres e homens.

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