- Mojtaba Khamenei, nascido em oito de setembro de 1969 em Mashhad, foi eleito neste domingo oito para suceder o pai, Ali Khamenei, no cargo de líder supremo do Irã.
- Ele é visto como próximo aos conservadores e mantém ligações com a Guarda Revolucionária; atuou na Guerra Irã-Iraque e já integrou unidades de combate.
- Embora nunca tenha sido eleito nem nomeado para cargo governamental, o Tesouro dos Estados Unidos afirmou que delegou parte das responsabilidades de liderança ao filho.
- Segundo a Bloomberg, Mojtaba enriqueceu ao criar uma extensa rede de empresas de fachada no exterior; no campo religioso, estudou teologia em Qom e recebeu o título de hojatoleslam.
- A esposa Zahra Adel morreu nos ataques que atingiram o Irã e, segundo autoridades iranianas, acrescentaram tensões sobre a transição; o ministro de Defesa de Israel advertiu que qualquer successor pode virar alvo.
Mojtaba Khamenei foi eleito neste domingo, 8, para assumir o cargo de líder supremo do Irã, sucedendo seu pai, Ali Khamenei. O anúncio ocorreu em meio a expectativas de continuidade conservadora no poder, com o religioso próximo de setores tradicionais do regime.
Filho de Ali Khamenei e um dos seis descendentes do líder falecido, Mojtaba é o único com presença pública relevante, embora não ocuque cargo oficial. Sua atuação tem sido objeto de intensa especulação entre iranianos e diplomatas.
Nascido em Mashhad, no leste do Irã, em 1969, Mojtaba estudou teologia em Qom e, segundo autoridades, participou de atividades ligadas à Guarda Revolucionária, núcleo do poder iraniano. Ele não foi eleito nem nomeado para cargo governamental.
Vínculos com a Guarda Revolucionária
O Tesouro dos Estados Unidos, em 2019, afirmou que Mojtaba representava o líder supremo, apesar de não ocupar cargo oficial. A cooperação com a Guarda Revolucionária foi citada como parte de sua atuação.
Investigadores Beta indicam que ele ampliou uma rede de empresas de fachada no exterior, o que contribuiu para riqueza pessoal. O histórico inclui atuação em unidades de combate na fase final da guerra Irã-Iraque (1980-1988).
Contexto e desdobramentos
Mojtaba manteve discreção em cerimônias oficiais, o que alimenta debates sobre influência real no governo. A avaliação é de que o papel dele seria principalmente nos bastidores, em substituição indireta ao líder.
A morte de Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro aos 86 anos, provocou mudanças na liderança do país. Segundo autoridades iranianas, Zahra Adel, mulher de Mojtaba, também morreu nos ataques que atingiram o Irã, conforme relatos oficiais.
Repercussão regional
Alguns analistas sugerem que a escolha de Mojtaba reforça o eixo conservador do regime. Em termos externos, autoridades de Israel advertiram que qualquer sucessor poderia se tornar alvo de ataques, ressaltando a fragilidade regional.
Entre na conversa da comunidade