- Lula recebeu o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Planalto, em Brasília, para visita oficial.
- O presidente brasileiro destacou a preocupação com a escalada do conflito no Oriente Médio e sugeriu aproximação na área de defesa, visando dissuasão e produção conjunta.
- O encontro formalizou acordos entre os dois países, incluindo avanços em turismo e um acordo comercial entre a Apex-Brasil e o Departamento de Comércio, Indústria e Competitividade da África do Sul.
- O intercâmbio comercial atual é de cerca de 2,3 bilhões de reais por ano, com potencial para crescer, segundo Lula, avaliado como possível superar 10 bilhões de dólares.
- Foi acordada a aceleração das negociações de um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos, com intenções de ampliar parcerias em áreas como energia, ciência e tecnologia, agricultura, agronegócio e cultura.
O presidente Lula recebeu nesta segunda-feira no Palácio do Planalto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em visita oficial ao Brasil. O encontro tratou da escalada do conflito no Oriente Médio e de possíveis aproximações bilaterais, especialmente na área da defesa.
Lula informou ter colocado a preocupação com a violência regional e destacou a ideia de cooperação em defesa como forma de dissuasão. Sugeriu que Brasil e África do Sul estudem produção conjunta e redução de compras externas de equipamentos militares.
Ao longo da reunião, foram formalizados acordos entre os dois países em temas bilaterais, regionais e multilaterais. Também foi renovado o plano de ação para turismo e assinado um acordo entre Apex-Brasil e o Departamento de Comércio, Indústria e Competitividade da África do Sul.
Avanços econômicos e estratégias
O presidente ressaltou que o intercâmbio comercial atual soma cerca de 2,3 bilhões de reais por ano, com potencial para crescer. Enfatizou que Brasil e África do Sul são economias industriais relevantes em seus continentes e podem ampliar o comércio acima de 10 bilhões de dólares.
Lula indicou áreas de cooperação em energia, ciência, tecnologia, agricultura, agronegócio e cultura, ainda sem anúncios concretos. O acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos deve avançar, segundo as autoridades envolvidas.
Ramaphosa confidenciou interesse em ampliar as relações empresariais, educacionais e tecnológicos entre as duas nações. O encontro também abriu espaço para futuras agendas de cooperação em defesa, ciência e inovação.
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