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Ativistas da Greenpeace invadem palco na cúpula nuclear francesa e confrontam Macron

Ativistas do Greenpeace invadem o palco da cúpula nuclear na França, interrompendo Macron; questionam importação de urânio russo e dependência energética global

French President Emmanuel Macron and Rafael Grossi, Director General of the International Atomic Energy Agency (IAEA), and European Commission President Ursula von der Leyen pose with heads of state and government for a family photo during the IAEA Nuclear Energy Summit in Paris, France, March 10, 2026.
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  • Dois ativistas do Greenpeace invadiram o palco no início da cúpula global de energia nuclear na França, interrompendo o presidente Emmanuel Macron e o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, durante cumprimentos aos chefes de Estado.
  • Os manifestantes, vestidos com terno preto, seguravam faixas com mensagens como “Nuclear Power = Energy Insecurity” e “Nuclear power fuels Russia’s war”.
  • Macron questionou: “Por que ainda compramos urânio da Rússia?”, e ele respondeu que “produzimos energia nuclear nós mesmos”.
  • A França tem capacidade de enriquecimento de urânio, mas também importa urânio enriquecido, incluindo da Rússia; a Rosatom respondia por cerca de 44% da capacidade global de enriquecimento em 2025.
  • Cerca de quinze ativistas do Greenpeace bloquearam as carretas de chegada ao local; a organização chamou a cúpula de anacrônica e desalinhada com lições da agressão da Rússia na Ucrânia e com os impactos da crise climática.

Dois ativistas do Greenpeace invadiram o palco no início de uma cúpula global sobre energia nuclear na França, interrompendo o presidente Emmanuel Macron e o chefe da agência nuclear da ONU, Rafael Grossi, enquanto recepcionavam chefes de Estado.

Os manifestantes estavam trajados com terno preto e seguravam faixas com o logotipo do Greenpeace, com mensagens contrárias à energia nuclear e criticando o papel do urânio russo. A ação ocorreu na cidade de Boulogne-Billancourt, nos arredores de Paris.

A interrupção ocorreu durante a entrada de autoridades no evento, que reúne líderes mundiais para discutir o uso da energia nuclear. O Greenpeace também informou ter bloqueado parte de comitivas nas vias que levam ao local.

Segundo informações oficiais, a França tem capacidade de enriquecimento de urânio, mas também importa urânio enriquecido, incluindo proveniente da Rússia, conforme dados alfandegários recentes. A participação russa no processo de enriquecimento é citada por fontes internacionais.

A Rosatom, estatal russa, respondia por cerca de 44% da capacidade global de enriquecimento em 2025, de acordo com a World Nuclear Association. Países europeus têm consequências ao buscar reduzir dependência dessas fontes.

O Greenpeace afirmou, em nota, que o evento representa uma visão desatualizada diante de conflitos internacionais, ataques e impactos climáticos. O grupo criticou a realização da cúpula como medida descompassada com a atual conjuntura global.

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