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Irã promete lutar pelo tempo necessário e bloquear petróleo do Golfo

Irã avisa que lutará pelo tempo que for necessário e não permitirá a exportação de petróleo da região, elevando a volatilidade do mercado e a tensão no Golfo

Coluna de fumaça após ataque em Teerã – foto: Atta Kenare/AFP
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  • O Irã disse que lutará pelo tempo que for necessário e não permitirá a exportação de petróleo da região do Golfo enquanto durar o conflito com Estados Unidos e Israel.
  • O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou ao PBS News que os ataques com mísseis devem continuar pelo tempo necessário.
  • A Guarda Revolucionária avisou que não permitirá a exportação de nenhum litro de petróleo da região até novo aviso, em meio a tensões no Estreito de Ormuz, que responde por cerca de vinte por cento do petróleo mundial.
  • Trump afirmou que o conflito “terminará em breve”; os Estados Unidos atacaram alvos iranianos e Israel intensificou bombardeios, elevando a volatilidade do petróleo.
  • Ataques no Golfo atingem vários países da região, com drones e mísseis sendo usados; relatos oficiais mencionam mortos e danos, mas há dúvidas sobre a veracidade de números independentes.

O Irã afirmou que lutará pelo tempo que for necessário e que não permitirá a exportação de petróleo da região do Golfo enquanto perdurar a guerra contra os Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita pelo chanceler Abbas Araghchi ao PBS News. Em resposta, a Guarda Revolucionária advertiu que não permitirá a saída de combustível da região sem aviso.

O anúncio ocorre em meio a volatilidade dos preços do petróleo e ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz, via o qual passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo. O exército iraniano reiterou que as exportações da região serão interrompidas para a parte hostil.

Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária, o fim da guerra será decidido pelo próprio Irã. Em tom duro, o canal iraniano divulgou o posicionamento das forças armadas sobre o controle das rotas petrolíferas.

Desenvolvimento dos fatos

Pouco antes, em entrevista na Flórida, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito “terminará em breve”, sem detalhar como. O encontro entre EUA e Rússia resultou em menção a possíveis ajustes nas sanções ao petróleo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a ofensiva ainda não terminou e que o regime está enfrentando resistência. O governo israelense tem mantido operações contra alvos no Irã e em áreas sob influência de grupos alinhados a Teerã.

Preço do petróleo chegou a reagir: as cotações oscilaram entre 86 e 90 dólares o barril, com quedas nas bolsas asiáticas e abertura positiva na Europa. O gás na Europa também registrou quedas.

Contexto regional e impactos

Em 10 dias de conflito, as Forças Americanas afirmam ter atacado mais de 5 mil alvos, incluindo navios. O Irã sustenta que houve mais de 1.200 mortos em retaliação, números não verificados por fontes independentes.

O Exército de Israel anunciou novos bombardeios de grande amplitude contra áreas no Irã, com reporte de ataques na capital Teerã e em Khomein. O conflito envolve múltiplos atores na região e tem impactos diretos na infraestrutura energética.

Em o Líbano, o presidente acusa o Hezbollah de ampliar a crise para servir interesses iranianos. Israel vem promovendo ataques desde o início do confronto regional, gerando alta tensão entre as partes envolvidas.

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