- Em Lyon, França, cerca de 10 mil pessoas participaram de uma marcha pelo 8 de Março na Praça Jean-Macé, dois a três dias após o Dia Internacional das Mulheres, segundo a prefeitura.
- O cortejo seguiu até a Praça Bellecour sob o slogan “Femmes, vie, liberté” (Mulheres, Vida, Liberdade), origem curda que ganhou projeção global após os protestos no Irã em 2022.
- Entre as reivindicações estavam combate à violência de gênero, ampliar políticas de proteção às vítimas e reconhecer o trabalho doméstico; também houve defesa de greve do trabalho doméstico.
- A marcha ocorreu em meio à presença recente de militantes neonazistas na região, o que atribuiu à mobilização um tom de resposta política contra a extrema direita.
- Além de militantes locais, contou com participação de um coletivo de mulheres latino-americanas, incluindo uma brasileira, que reforçou a ideia de feminismo internacional e de continuidade da luta contra violência e preconceito.
Poucos dias após o Dia Internacional das Mulheres, Lyon sediou uma marcha feminina na Praça Jean-Macé, que reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo a prefeitura. O ato seguiu até a Praça Bellecour, com o slogan Mulher, Vida, Liberdade.
O movimento ocorreu poucas semanas depois de uma mobilização neonazista na mesma região, que mobilizou centenas de manifestantes europeus. O episódio elevou a apreensão de moradores e estudantes.
A marcha destacou temas como combate à violência de gênero, proteção às vítimas e reconhecimento do trabalho doméstico. Coletivos pediram ainda greve do trabalho doméstico, inspirado em ações da América Latina.
Contexto e participação
Entre as bandeiras, houve reafirmação de resistência antifascista. Militantemente, cartazes defenderam a proteção de mulheres migrantes e a luta contra o patriarcado, o imperialismo e o fascismo. Houve apelo à segurança de pessoas trans.
Organizadoras viram o crescimento de ultranacionalistas na Europa como ameaça aos direitos de mulheres e minorias. A repercussão internacional envolve debates sobre imigração, direitos civis e pautas de gênero.
Um segmento da mobilização contou com a participação de mulheres latino-americanas, incluindo estudantes. Elas destacaram a dimensão internacional da luta feminista, mesmo diante da violência cotidiana.
Debate eleitoral
A manifestação ocorreu próximo às eleições municipais de Lyon, com propostas voltadas a políticas para mulheres em debate. Uma candidata, Anaïs Belouassa Cherif, enfatizou moradias para vítimas de violência e centros de saúde com atenção especial à saúde feminina.
Belouassa Cherif defende que a pauta feminista deve avançar nas urnas, além das ruas. A campanha ressalta também apoio a famílias monoparentais e ações habitacionais para vítimas de violência doméstica.
Moradores presentes destacaram a importância de manter a mobilização cívica, sem abrir mão da vigilância frente a script pages de extremismo. O evento reforçou o papel do movimento feminista na cena pública local.
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