- Marineland of Canada encerrou as atividades em 2025, mantendo dezenas de cetáceos no parque, incluindo trinta belugas, quatro golfinhos, três focas e dois leões-marinho.
- O governo canadense autorizou, em janeiro, a transferência dos cetáceos para quatro instituições nos Estados Unidos, mediante saúde compatível e plano de transporte.
- A possibilidade de eutanásia já havia sido discutida após a recusa de exportação para a China e a pressão financeira sobre o parque.
- As instituições avaliadas pela AZA (Shedd Aquarium, Mystic Aquarium, Georgia Aquarium e um SeaWorld) ainda não confirmaram cronograma nem detalhes sobre reprodução ou uso dos animais.
- Especialistas defendem santuários como alternativa à captivity; o Whale Sanctuary Project, em Nova Escócia, busca abrigar cetáceos reabilitados, com custos estimados em milhões de dólares.
Belugas e outros cetáceos de Marineland podem ganhar novos lares nos Estados Unidos após aprovação do governo canadense. A possibilidade surge após a decisão de encerrar as atividades com animais em cativeiro no parque, e negociações com instituições AZA nos EUA. A decisão envolve transferência de 30 belugas, quatro golfinhos, três focas e duas lobas marinhas, cuja situação é indefinida desde o fechamento definitivo do parque.
Marineland, próximo às Cataratas do Niágara, destinava-se a abrigar milhares de visitantes anualmente. Entre 2019 e 2025, várias denúncias de maus-tratos foram registradas, com inspeções em 2021 e visitas periódicas desde 2020. Em 2024, o parque já sinalizava o fechamento, ampliando o debate sobre o destino dos cetáceos remanescentes.
Em janeiro, Marineland solicitou permissão para transferir os cetáceos para quatro instituições nos EUA credenciadas pela AZA: Shedd Aquarium, Mystic Aquarium, Georgia Aquarium e um local da SeaWorld. A autorização sofreu condicionantes, incluindo avaliação veterinária e plano de transporte seguro.
Possíveis destinos nos EUA
A ministra de pesca do Canadá exigiu que os animais recebessem autorização de uma veterinária credenciada e que o plano de transporte fosse apresentado. Com isso, as instituições indicadas destacaram que ainda não é possível confirmar locais exatos ou cronogramas. A AZA confirmou visitas técnicas para avaliar condições de cuidado.
Fontes ligadas às instituições enfatizam que o foco é assegurar bem-estar, com planos baseados na ciência e nas necessidades dos animais. SeaWorld não respondeu aos questionamentos sobre uso dos cetáceos após a transferência.
Desfecho e caminhos alternativos
Especialistas em bem-estar animal destacam que a retirada de cetáceos de cativeiro é complexa, exigindo soluções como abrigos de proteção ou parques-residência. Há projetos em Nova Escócia, no Canadá, e iniciativas internacionais que buscam facilitar a transição sem retorno à vida em cativeiro.
Nos bastidores, organizações de proteção animal defendem a prioridade do bem-estar e afirmam que decisões devem evitar uso dos animais como instrumento de negociação. Caso a transferência ocorra, as instituições deverão cumprir condições regulatórias nacionais e internacionais.
Perspectivas futuras
Caso avancem as transferências, a NOAA norte-americana poderá impor restrições adicionais, como vedação de reprodução. Pesquisadores lembram que, mesmo em santuários, o convívio com cetáceos envolve custos elevados e logística complexa, exigindo apoio público e privado contínuo.
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