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Belugas em parque temático canadense fechado podem encontrar novos lares nos EUA

Belugas e golfinhos de Marineland podem ser transferidos para instituições nos EUA, após aprovação canadense e avaliação de bem‑estar por AZA e autoridades americanas

Visitors interact with belugas at Marineland of Canada, in 2001. At one point, the facility had nearly 60 belugas, the most of any such facility in the world, and ran a successful breeding operation before Canada enacted a law banning cetaceans in captivity in 2019.
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  • Marineland of Canada encerrou as atividades em 2025, mantendo dezenas de cetáceos no parque, incluindo trinta belugas, quatro golfinhos, três focas e dois leões-marinho.
  • O governo canadense autorizou, em janeiro, a transferência dos cetáceos para quatro instituições nos Estados Unidos, mediante saúde compatível e plano de transporte.
  • A possibilidade de eutanásia já havia sido discutida após a recusa de exportação para a China e a pressão financeira sobre o parque.
  • As instituições avaliadas pela AZA (Shedd Aquarium, Mystic Aquarium, Georgia Aquarium e um SeaWorld) ainda não confirmaram cronograma nem detalhes sobre reprodução ou uso dos animais.
  • Especialistas defendem santuários como alternativa à captivity; o Whale Sanctuary Project, em Nova Escócia, busca abrigar cetáceos reabilitados, com custos estimados em milhões de dólares.

Belugas e outros cetáceos de Marineland podem ganhar novos lares nos Estados Unidos após aprovação do governo canadense. A possibilidade surge após a decisão de encerrar as atividades com animais em cativeiro no parque, e negociações com instituições AZA nos EUA. A decisão envolve transferência de 30 belugas, quatro golfinhos, três focas e duas lobas marinhas, cuja situação é indefinida desde o fechamento definitivo do parque.

Marineland, próximo às Cataratas do Niágara, destinava-se a abrigar milhares de visitantes anualmente. Entre 2019 e 2025, várias denúncias de maus-tratos foram registradas, com inspeções em 2021 e visitas periódicas desde 2020. Em 2024, o parque já sinalizava o fechamento, ampliando o debate sobre o destino dos cetáceos remanescentes.

Em janeiro, Marineland solicitou permissão para transferir os cetáceos para quatro instituições nos EUA credenciadas pela AZA: Shedd Aquarium, Mystic Aquarium, Georgia Aquarium e um local da SeaWorld. A autorização sofreu condicionantes, incluindo avaliação veterinária e plano de transporte seguro.

Possíveis destinos nos EUA

A ministra de pesca do Canadá exigiu que os animais recebessem autorização de uma veterinária credenciada e que o plano de transporte fosse apresentado. Com isso, as instituições indicadas destacaram que ainda não é possível confirmar locais exatos ou cronogramas. A AZA confirmou visitas técnicas para avaliar condições de cuidado.

Fontes ligadas às instituições enfatizam que o foco é assegurar bem-estar, com planos baseados na ciência e nas necessidades dos animais. SeaWorld não respondeu aos questionamentos sobre uso dos cetáceos após a transferência.

Desfecho e caminhos alternativos

Especialistas em bem-estar animal destacam que a retirada de cetáceos de cativeiro é complexa, exigindo soluções como abrigos de proteção ou parques-residência. Há projetos em Nova Escócia, no Canadá, e iniciativas internacionais que buscam facilitar a transição sem retorno à vida em cativeiro.

Nos bastidores, organizações de proteção animal defendem a prioridade do bem-estar e afirmam que decisões devem evitar uso dos animais como instrumento de negociação. Caso a transferência ocorra, as instituições deverão cumprir condições regulatórias nacionais e internacionais.

Perspectivas futuras

Caso avancem as transferências, a NOAA norte-americana poderá impor restrições adicionais, como vedação de reprodução. Pesquisadores lembram que, mesmo em santuários, o convívio com cetáceos envolve custos elevados e logística complexa, exigindo apoio público e privado contínuo.

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