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Lula dialoga com líderes da região sobre EUA classificarem facções como terroristas

Lula dialoga com Petro e Sheinbaum sobre a pressão dos EUA para classificar o Comando Vermelho e o PCC como terroristas, buscando cooperação regional

Presidentes Lula e Gustavo Petro se encontraram na Colômbia em 2024
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  • Lula ligou nesta semana aos presidentes daColômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum, para discutir a pressão dos EUA em classificar facções brasileiras como terroristas.
  • Os alvos dos EUA são o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital; a documentação já foi finalizada no Departamento de Estado.
  • No México, algumas facções de narcotráfico já foram enquadradas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) ou Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs).
  • O Brasil teme sanções financeiras e cooperação internacional mais rígida, defendendo um combate ao crime organizado feito em conjunto, com integração de inteligências.
  • O tema deve entrar na agenda da Celac em maio, ainda sem consenso entre os países.

O presidente Lula tem conduzido conversas com outros líderes da região para tratar da pressão dos EUA em classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O tema ganhou espaço após reuniões recentes pela via telefônica.

Nesta semana, Lula falou com Gustavo Petro, da Colômbia, e com Claudia Sheinbaum, do México. Os dois são entre os poucos chefes de governo progressistas remanescentes no continente.

O alvo da pressão norte-americana são o Comando Vermelho e o PCC. O material já foi consolidado pelo Departamento de Estado e recebeu aval de agências, mantendo o formato usado em ações anteriores contra quadrilhas na região.

Grupos do México já enfrentaram mudanças de classificação. Em fevereiro, EUA indicou várias facções de narcotráfico, além de uma venezuelana e outra salvadorenha, como FTOs e SDGTs.

A possível mudança preocupa o governo brasileiro, pois pode abrir espaço para sanções financeiras e maior cooperação internacional, influindo no combate ao crime organizado.

Lula defende que o enfrentamento ao crime seja feito de forma conjunta, com integração de inteligências entre Brasil e outros países, sem coibir a soberania. O Itamaraty ressalta cautela com as motivações da medida.

A Venezuela é citada como exemplo. O país foi alvo de ações sob o pretexto de combater o tráfico de drogas, e hoje há discussões sobre controle de petróleo e presença de tropas estrangeiras.

O tema deverá entrar na pauta da próxima reunião da Celac, em maio. No bloco, há uma tendência crescente de apoio às ações dos EUA, o que contrapõe a posição de Lula, Petro e Sheinbaum.

Contexto regional

O debate envolve soberania, cooperação e instrumentos de combate ao crime, com impactos em relações diplomáticas e econômicas entre países da América Latina.

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