- O Parlamento da Romênia aprovou, por 272 votos a favor, 18 contra, 5 abstenções e 2 ausências, o envio temporário de aviões-tanque dos Estados Unidos e de equipamentos de monitoramento e comunicações por satélite, por até 90 dias, para atividades defensivas e de coleta de informações contra a ofensiva dos EUA contra o Irã.
- O disparo de 500 militares prevê uso do acampamento militar de Câmpia Turzii, em Transilvânia, para observação, coleta de informações e base de drones, e da base aérea Mihail Kogălniceanu, em Constanța, para o restante das tropas.
- O presidente da Romênia, Nicușor Dan, afirmou que os equipamentos são defensivos e não empregam armamento, sendo “dispositivos não cinéticos” que atuam por meios como energia, lasers, ciberataques e outros recursos tecnológicos.
- A decisão ocorreu após o Conselho Supremo de defesa (CSAT) ter autorizado, na mesma manhã, a solicitação da Administração dos Estados Unidos para envio temporário de capacidades bélicas e tropas ao país, aliado da Otan.
- A oposição de extrema-direita protestou no plenário, pedindo mais detalhes, enquanto o presidente reiterou que a medida aumenta a segurança nacional e que a Romênia busca, junto a parceiros europeus, conter o conflito no Oriente Médio.
O Parlamento da Romênia aprovou nesta semana o deslocamento de aeronaves tanque norte-americanas e equipes de monitoramento por satélite para o território romeno por 90 dias. O objetivo é apoiar ações defensivas e a coleta de informações sobre a ofensiva dos EUA contra o Irã. A votação contou com 272 votos a favor, 18 contra, 5 abstenções e 2 ausências, entre 297 presentes.
O acordo autoriza o uso dos sistemas em bases no país, com foco em observação, recebimento de dados e operação de drones. O acervo logístico terá como base as instalações de Câmpia Turzii, no centro da Transilvânia, e Mihail Kogălniceanu, no litoral do Mar Negro, somando cerca de 500 militares.
Segundo o presidente Nicușor Dan, os equipamentos são defensivos e não portam armamento. Tratam-se de dispositivos não cinéticos, que visam neutralizar ameaças por meio de tecnologias como energia, ciberataques e sensores, conforme o acordo de parceria com os EUA de 2006.
Reações no parlamento
A oposição de extrema direita integrou protestos no plenário, pedindo mais detalhes sobre a operação. O líder do AUR, George Simion, afirmou que a posição é romena e que o país deve proteger seus cidadãos sem se submeter a pressões externas.
O governo informou ainda que a decisão não indica envolvimento direto de Romênia no conflito, ressaltando que a medida busca reforçar a segurança nacional e apoiar aliados da OTAN diante da crise no Oriente Médio.
Histórico e contexto
A base Mihail Kogălniceanu já recebia ações conjuntas com forças britânicas em operações passadas ligadas a atividades no Irã. O local também é ligado a missões de defesa aérea com Eurofighter Typhoon, com participação de tropas alemãs e espanholas.
Historicamente, a Romênia tem permitido a presença de tropas e equipamentos estrangeiros como parte de exercícios militares e de cooperação estratégica. Em 2025 foram anunciadas reduções no contingente dos EUA, embora permaneçam centenas de militares no país.
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